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Top #07 - Protagonistas mulheres em obras de ação/aventura (Parte 2)
E aí, minha gente! Feliz 2023? O blog esteve parado nos últimos meses e eu espero que isso seja passageiro, como foi das outras vezes. Mas, dado a data especial, eu não pude deixar de vir até aqui prestigiar esse momento. O Dia Internacional das Mulheres é um dia simbólico e acredito que um dos pontos dele é de nos lembrar de manter o respeito, a igualdade e a representatividade não só hoje, mas pelo resto do ano também. Como tal, venho dar continuidade a um post que eu fiz há exatos um ano e destacar mais 5 personagens mulheres que protagonizam obras de ação e/ou aventura. Eu recomendo muito que vocês leiam a primeira parte desse post, onde eu me alonguei bastante sobre o tópico e como a sociedade sempre busca ofuscar as mulheres em qualquer papel que não seja exclusivamente o romance. Nessa segunda parte, eu irei direto ao ponto!
Lina Inverse (Slayers)
Gosto um bocado do anime de Slayers, bem divertido! Porém, a novel foi realmente uma experiência à parte e isso impacta até mesmo na imagem que temos da protagonista. Uma obra de fantasia, aventura e ação como Slayers ser protagonizado por uma mulher é raridade até nos dias de hoje, mas isso feito nos anos 90 é ainda mais surpreendente. A personagem em questão é icônica, ela que de mocinha não tem nada, é famosa e temida, poderosa e inteligente, mas acima de tudo, extremamente carismática. Como a novel é narrada em primeira pessoa, que, no caso, é a própria Lina, tudo tem um tom satírico muito bem aplicado. Isso é algo que acaba sendo exclusivo dos livros, já que anime é uma mídia completamente diferente. Mas mesmo dentro das suas diferenças, a Lina é uma personagem memorável em ambos!
Samus Aran (Metroid)
Quando se fala na representatividade feminina na cultura pop, sobretudo nos jogos, não dá para não citar Metroid. Apesar de aplicarem ideias retrogradas dentro do jogo, o primeiro Metroid, de 1986, foi bombástico ao revelar que a sua protagonista era uma mulher. Digo, até então era um jogo onde você controlava um personagem completamente coberto por uma armadura, que só é removida no final do jogo se você terminá-lo em um determinado período de tempo. Infelizmente, dado a mentalidade da época, quanto mais rápido você terminasse o jogo, mais do seu corpo a Samus expunha. Felizmente, esse jogo ganhou um remake infinitamente superior chamado Metroid: Zero Mission e a personagem seguiu para se tornar uma figura feminina icônica no mundo dos jogos!
Julis-Alexia von Riessfeld (Gakusen Toshi Asterisk)
Falar de Asterisk nesse post pode chegar a soar como uma provocação, por mais que não seja. Afinal, tendo em vista a adaptação em anime, muito do que pensam quando se fala da obra é sobre o fanservice e o harém, dois aspectos que são relativamente minúsculos dentro da narrativa da novel. No entanto, a Julis, tal como as outras garotas relevantes da obra, são todas não só bem trabalhadas, mas também quebram um padrão de obras desse nicho que costumam ter suas personagens femininas como plano de fundo. Todas tem um destaque narrativo muito forte e acaba que toda a novel de Asterisk conta sobre uma jornada pessoal da própria Julis, que é a personagem mais importante dessa trama. Vocês raramente verão uma obra assim escantear o protagonista masculino para dar as mulheres um papel de peso, de protagonismo mesmo, na história. E esse é um dos raros casos.
Aya Brea (Parasite Eve)
Aya Brea é, antes de mais nada, uma personagem ideal para estar nesse top e uma personagem ideal para incentivar a necessidade de posts como esse. O primeiro Parasite Eve é uma obra-prima e a protagonista é de uma excelência notável. Ela é quase um manual de como fazer uma personagem mulher independente com êxito. Eis então que, dado o sucesso de Parasite Eve, eles decidem fazer uma continuação de um jogo que teve um final bem conclusivo. O que levou a uma obra totalmente sem inspiração alguma e contou com a adição de um homem americano genérico para a protagonista se apaixonar. Um ótimo motivo para fazer um post como esse, certo? Eu particularmente recomendo demais que joguem o primeiro jogo e parem por aí!
Precure
Claro, não poderia não citar Precure. A franquia de garotas mágicas super popular é mestra em dar o devido destaque as mulheres. Não cito uma personagem em específico pois não é preciso, mas gosto de lembrar de Hugtto Precure, que em determinado episódio fala sobre a ideia de que "garotas também podem ser heróis". E há um conceito interessante nesse episódio, onde a mensagem passada é que garotas podem ser HERÓIS, não heroínas. Isso porque, no Japão, embora o termo ヒロイン possa ser o feminino de herói, ele é um termo muito comum para especificar as garotas que são o par (geralmente romântico) do protagonista. Hugtto se afasta do termo como um protesto contra os papéis de gênero que são tão forçados goela abaixo de todos nós há tanto tempo. Mas vou além de Hugtto, afinal, desde Futari wa a ideia por trás de Precure sempre foi dar esse destaque para as mulheres, algo dito pelos próprios idealizadores da franquia.
Fecho esse texto reiterando que temos muito o que evoluir ainda como sociedade e a arte tem um papel importantíssimo nisso. Acho impactante uma série tão gigantesca no Japão como Gundam, após tantas décadas, enfim ter lançado um anime na franquia protagonizado por uma mulher. Torço para que seja só o começo, obras como Yu-Gi-Oh!, por exemplo, poderiam ter uma temporada protagonizada por uma mulher sem mudar nada na dinâmica da franquia. Assim como Precure vai, pela primeira vez, ter um garoto no seu cast principal. Eu realmente gostaria de poder ver um jogo, que tenha homem e mulher para você escolher jogar, ser adaptado para anime sem a certeza mais do que absoluta de que vão colocar o homem como protagonista porque é o """normal""", como foi o caso de Fate/Extra.
Top #06 - Protagonistas mulheres em obras de ação/aventura
Eu não sei vocês, mas eu particularmente gosto bastante de obras de ação e/ou aventura protagonizados por uma mulher. Na verdade, na maioria dos gêneros isso acaba sendo um diferencial para mim. E ás vezes é curioso que, mesmo que seja uma obra sem nada de novo para oferecer e com uma personagem principal insossa, ainda assim soa um pouco diferente das demais obras, na minha opinião. Mas é justamente isso, há uma diferença, que é a figura central de uma mulher na história.
A velha noção de que obras de ação são para garotos e obras de romance são para garotas já se perdeu a muito tempo, a maior prova disso é que temos tido inúmeras obras de romance protagonizadas por personagens homens nos últimos 10 anos. Mangás shounens de romance têm se tornado uma certa tendência e light novels com uma pegada similar já vêm sido lançadas aos montes desde meados dos anos 2000. No entanto, quando olhamos para o outro lado, as obras de ação/aventura/outros gêneros protagonizadas por mulheres tem sofrido para se tornar algo comum.
Mas como eu dei a entender na primeira frase desse texto, não é como se não existisse. Recentemente, em live, eu joguei alguns jogos protagonizados por personagens femininas como Child Of Light, Hellblade: Senua's Sacrifice, A Plague Tale: Innocence ou NieR:Automata. Uma das minhas franquias favoritas é a de Metroid, que foi um dos primeiros jogos na história a colocar uma protagonista mulher, ainda que com algumas ressalvas, lá nos anos 80. A própria franquia de Tomb Raider alavancou a Lara Croft como uma das personagens femininas mais memoráveis dos jogos... Ainda que não tivesse muita concorrência na época. Até quando entramos em um tópico mais controverso, como isekai, vemos que uma das obras que conseguiu esse apreço maior, mesmo em meio a tanta desconfiança, foi justamente o que era protagonizado por uma garota, que no caso foi Honzuki no Gekokujou, ou Ascendance of a Bookworm. A obra conseguiu o feito de ser licenciada aqui no Brasil, pela NewPop, sendo ambos o mangá e a light novel.
Algo que eu prezo bastante e que ajuda a quebrar um pouco dessa limitação das obras são os jogos que permitem você criar seu personagem, ou ao menos escolher entre homem ou mulher. A trilogia de Dragon Age é, talvez, o exemplo perfeito do que eu gostaria de dizer nesse post. O primeiro jogo, Dragon Age Origins é um dark fantasy, uma fantasia sombria, no melhor estilo Berserk de ser (Ou não, nunca li Berserk, mas o que já vi e ouvi falar da obra me diz que a comparação é bem válida) e podemos criar uma personagem mulher para ser a protagonista. A história toda se molda ao redor da personagem que você criou, então você realmente consegue experienciar essa jornada da forma que você gostaria. Não à toa das quatro vezes que eu joguei, três foram com personagens femininas (Já nas duas continuações, joguei 4 vezes com 4 personagens femininas). Dragon Age II opta por uma fantasia urbana, se passando a maior parte do tempo em uma cidade e com tramas mais pessoais, seguindo a mesma linha do primeiro na hora de criar seu personagem. Por fim, Dragon Age Inquisition assume a narrativa da fantasia épica, da odisseia, no estilo Senhor dos Anéis.
Querer uma obra de qualquer um desses 3 tipos com uma mulher nos holofotes é uma tarefa complicada, mas graças a jogos como Dragon Age, isso é muito possível. E nisso podemos encontrar diversos jogos que te dão essa opção, como a franquia de Monster Hunter ou o recém-lançado Elden Ring. Tem também os jogos que são mais limitados, te deixando escolher apenas o gênero, ou um personagem fixo, mas que ainda sim te dá a opção e isso já é um bom começo. Eu gostei bastante de 7th Dragon 2020 por conta disso, pois pude escolher uma personagem dentre algumas opções que o jogo te dá e ter essa experiência na minha jogatina. Em Fate/Extra aconteceu o mesmo, exceto que o jogo só te dá a versão masculina ou feminina do mesmo personagem. E aqui mora a grande problemática que me faz ter que escrever um texto desses: Em uma adaptação em anime de Fate/Extra, onde tem que escolher entre os dois, eles obviamente optam pelo protagonista masculino, algo que é o procedimento padrão na maioria dos casos, porque suspostamente é o "certo". É só tomar Genshin Impact como exemplo, onde te dão a opção de escolher entre o Aether (Protagonista masculino) ou a Lumine (Protagonista feminina), mas tudo quanto é material promocional é usado apenas o Aether, ao ponto de fazer quem joga com a Lumine se sentir excluído ou até mesmo "errado" por ter optado por uma personagem principal mulher.
Quando falamos de outros tipos de mídia, poder escolher o protagonista ou criar seu próprio personagem deixa de ser uma opção. No entanto, ao menos no caso da cultura pop japonesa, a gente tem alguns meios de escapar um pouco desse buraco. A exemplo, posso citar o subgênero mahou shoujo, ou garotas mágicas como preferir, que é basicamente centrado em ter uma protagonista mulher, alguns outros conceitos um tanto abstratos e com espaço para apresentar qualquer tipo de história imaginável. Então dá para se ter uma fantasia épica em obras como Magic Knight Rayearth. Dá para se ter fantasias urbanas em obras como Chikyuu Shoujo Arjuna. Dá para se ter fantasias sombrias em obras como Puella Magi Madoka Magica. A franquia de Precure é uma excelente opção para quem quer algo mais leve, mas com ação em todo episódio e uma boa dose de temas relevantes sendo abordados e boas mensagens sendo passadas. São mais de 15 anos dando o protagonismo para as garotas, as colocando com o papel do herói nas histórias, algo até abordado em uma de suas temporadas mais recentes: Hugtto Precure (2018), onde a protagonista nos entrega a frase "Garotas também podem ser heróis!". Pois sim, podem e devem, a variedade é um elemento importante, afinal.
Em Mahou Shoujo Lyrical Nanoha a ação é tão intensa quanto em qualquer battle shounen da vida que vemos sempre por aí, em Shoujo Kakumei Utena a narrativa metafórica e psicológica é tão profunda quanto qualquer seinen desse tipo pode ser, até Kamikaze Kaitou Jeanne que é bem mangá shoujo te entrega uma protagonista memorável e com momentos de glória e de queda, tendo o romance só como uma (grande) parte da narrativa. E claro, não dá para passar por um trecho falando de mahou shoujo sem citar Sailor Moon, uma série que reforçou muito toda a ideia que eu venho comentando aqui nesse post.
O fato é: Ainda precisamos evoluir muito nesse quesito. Obras de esportes femininos é algo que é muito escasso, por exemplo. Mas existem opções, sim, e acho que vale a pena prezá-las. Seja um filme como Kill Bill ou um livro como Alice no País das Maravilhas, seja um jogo como Final Fantasy XIII ou um mangá como Hime-chan no Ribbon, seja um anime como Black Rock Shooter ou uma light novel como Kusuriya no Hitorigoto, o primeiro passo a ser dado por nós consumidores é... Bem, consumir. Não estamos tão bem de representatividade, é evidente, mas ao menos ainda temos algumas opções disponíveis.
Pois bem, para fechar o assunto, vou trazer meu top 5 protagonistas mulheres e convido a todos a fazerem o mesmo. O critério é simples: Ser protagonista de uma obra que não tenha o foco em romance. Não precisa ter ordem específica. Pode ser de qualquer mídia! Então, vamos lá.
Lightning Farron (Final Fantasy XIII)
Apesar de eu sempre ter tido muita vontade de jogar o Final Fantasy XIII, quando eu finalmente pude, tive uma grande surpresa ao entender o quão memorável a Lightning era como personagem. Você cria uma certa expectativa de que ela seja uma personagem badass e intocável, mas descobre que ela é falha como qualquer ser humano, que tem seus conflitos e que não só os resolve, como cresce como pessoa ao longo do primeiro jogo. Chegar ao final da jornada dela é até tocante, de certa forma, pois mostra uma personagem com um desenvolvimento e construção fantásticos.
Reimu Hakurei (Touhou Project)
O pilar central do universo de Touhou, do mundo de Gensokyo, a Reimu é uma personagem de carisma rivalizado apenas pela co-protagonista da obra, Marisa Kirisame, e mesmo após mais de 25 anos de franquia, parece simplesmente impossível cansar de ter a Reimu como a principal figura de Touhou. A sacerdotisa é única em personalidade e postura dentro da obra, criando essa persona de alguém que não parece levar as coisas muito a sério, mas está sempre lá para eliminar os youkais com êxito sempre que causam problemas.
Wakaba Nogi (Nogi Wakaba wa Yuusha de Aru)
Uma coisa que eu gosto bastante de acompanhar é uma personagem que precisa superar seus próprios defeitos para alcançar um objetivo que muitas vezes ela nem sabe que precisa buscar ainda. A Wakaba vai ainda além, passando por uma ascensão de alguém até que egoísta por um desejo cego por vingança até chegar na figura de uma heroína, enfim assumindo a responsabilidade social que ela precisa ter com as pessoas ao redor dela, uma vez que ela é uma das únicas com o poder de trazer conforto para os necessitados.
Utena Tenjou (Shoujo Kakumei Utena)
A Utena é uma personagem que eu adorei mais do que eu previa. Complexa, ela é uma personagem fisicamente muito privilegiada, ao ponto de conseguir combater os duelistas mesmo sem ter a experiência necessária. Porém, psicologicamente ela é inocente e vulnerável, o que é natural para alguém da idade dela, mas que a torna um alvo fácil para gente mal-intencionada. O crescimento dela é espontâneo, ao ponto em que você chega no final do anime com uma sensação de satisfação evidente, vendo o desfecho da jornada de uma baita personagem.
Vivio Takamachi (Mahou Shoujo Lyrical Nanoha ViVid)
Nanoha é minha franquia favorita de todas as mídias, mas apesar da protagonista que dá nome a obra ser uma personagem incrível, é a protagonista de um spin-off que realmente mais me apeteceu. A Vivio é uma menina que passa por um desenvolvimento longevo, que começa em Mahou Shoujo Lyrical Nanoha StrikerS e termina no final do mangá Mahou Shoujo Lyrical Nanoha ViVid, podendo até ser considerada suas participações em ViVid Strike!. Entretanto, é no mangá que ela assume o papel de protagonista e brilha muito nele. É uma garota que tem quedas e quedas, mas está sempre se superando e buscando ir além, obtendo um amadurecimento respeitável e satisfatório.
E bem, acho que é isso. Quis aproveitar a data para levantar essa questão e também trazer diversos títulos que quebram um pouco esse problema social que temos. Mas mais do que isso é que passar de meia-noite não significa parar de falar sobre o tema, por isso o post aqui estará dentro do quadro de tops, para sempre ser encontrado quando entrarem na tag. Espero que se torne cada vez mais comum o protagonismo das mulheres nas obras que não necessariamente são focadas em romance, pois querendo ou não fazer algo de diferente, mesmo que a história ou outros elementos não sejam novidade, já é uma escolha elogiável. Eu, ao menos, considero como um critério positivo a mais quando uma obra tem essa irreverência. Enfim, não deixem de citar aí seus tops pois podem acabar servindo de recomendação pra mim também, independente da mídia. Saraba Da!
Top #05 - Jogos de Touhou Feito Por Fãs (Parte 2)
Há dois anos, eu publiquei um top jogos de Touhou feito por fãs (Acesse o post clicando aqui) e já havia deixado claro que era apenas a parte 1. Acontece que a franquia Touhou incentiva muito fortemente a criação indie e tem uma fanbase gigantesca e muito dedicada. Isso acaba resultando em inúmeros jogos indies (E alguns até profissionais) muito legais e que vale a pena jogar até para quem não conhece muito sobre a franquia. São jogos genuinamente bons que utilizam de um universo rico, cheio de personagens carismáticas. No primeiro top eu foquei em alguns dos que eu mais gostava, mas nessa lista tem vários que eu me diverti horrores jogando, então todos os 5 estão super recomendados. Estou escrevendo esse texto agora, pois escreverei um Sou Nan Da sobre a franquia e já recomendarei esses fangames para todo mundo! Sem mais delonga, vamos lá:
Touhou Shoujo Tale of Beautiful Memories
Touhou Shoujo Tale of Beautiful Memories é um RPG de turnos bem legal e charmoso. Apesar dos sprites das personagens serem, uh, complicados, a arte do jogo em si é bem bonitinho e remete aos grandes jogos de Gameboy Advance. Ele é bem, bem divertido de jogar e deve agradar a maioria das pessoas que gostam de um RPG desse estilo, sobretudo se você quiser algo mais relaxante, que é um pouco raro quando se trata de Touhou, já que os jogos costumam ser um pouco difíceis haha. Ele ser extremamente leve o torna acessível a qualquer computador, também! Para os fãs de Mario, ouvi dizer que o jogo foi muito inspirado em Super Mario RPG. É um jogo que eu não posso vir aqui e dizer que é incrível nisso ou naquilo, mas posso facilmente dizer que é viciante e super divertido, muito sólido em tudo o que faz, ou seja, é um joguinho bem completo, apesar da arte incômoda dos sprites. Vale muito a pena! Dá para encontrá-lo na Steam!
Touhou Soccer Moushuuden
Touhou Soccer Moushuuden é tudo o que você não esperaria de um jogo de Touhou: Um jogo de futebol! Mas não é um jogo de futebol comum e sim algo inspirado nos jogos de Captain Tsubasa de Super Nintendo. Basicamente durante as partidas você define a ação da personagem que está na jogada e essas escolhas definem o decorrer da partida. O jogo é divertido e hilário, uma bizarrice com personagens super poderosas usando seus poderes nas partidas com animações propositalmente exageradíssimas. No entanto, é um jogo relativamente difícil, ou talvez eu que seja ruim nesse estilo de jogo, pois sofro jogando ele! Mas é um jogo que vai te ocupar com seus desafios se você se divertir com a sua gameplay, pois de certo irá rir dos exageros narrativos!
Remyadry
Remyadry é um RPG dungeon crawler bem simples, porém, bem feitinho. Dessa lista ele talvez seja o menos interessante, sobretudo por ter uma natureza um pouco espelhada nos jogos mobiles. Isso é, os combates são automatizados, onde você pode escolher a velocidade dos eventos, e há muito gerenciamento de personagens. No entanto, se for o seu estilo de jogo de preferência, dá para se divertir por muitas e muitas horas com o jogo. Eu realmente queria deixar esse trecho aqui um pouco mais longo, mas não tem muito o que falar realmente, como passatempo pode ser uma boa opção. Ele também pode ser encontrado na Steam!
Tempest of the Heavens and Earth
Tempest of the Heavens and Earth é um jogo de plataforma muito divertido que puxa esse estilo bullet hell já natural da franquia nas batalhas contra chefes. Você joga com a personagem Tenshi, que já é uma variável interessante visto que a maioria dos jogos ficam mesmo com as protagonistas, Reimu e Marisa. O jogo é muito bonito e bem feito, ele é bem pensado em um nível surpreendente visto que é um jogo de ação frenética. Ação essa que é muito beneficiada pelas boas animações e gráficos agradáveis do jogo. O jogo normal é desafiador, mas não insanamente difícil, mas há um nível de dificuldade assim que você pode desbloquear depois. É um jogo curtinho, poucas horas apenas no modo história, mas vale muito a pena, podem confiar. Outro que você pode encontrar na Steam!
Mugen Nise Sato - First Disaster
Mugen Nise Sato é um fangame super inspirado no magnífico Valkyrie Profile (Sério, joguem Valkyrie Profile (PS1 ou PSP), obra-prima), ou seja, suas bases já são de altíssima qualidade e isso afeta positivamente o jogo. O estilo de Valkyrie Profile, consequentemente de Mugen Nise Sato, é de um RPG com partes de exploração 2D, algo similar a um jogo de plataforma, e parte as batalhas de turno onde você comanda o ataque de cada uma das personagens do seu grupo com botões diferentes. Por isso, se tiver um controle use-o, deixará a experiência bem mais dinâmica e interessante. Infelizmente, acredito que o jogo não possui uma tradução para o inglês, só tem em japonês. Mas se quiser sentir a experiência de jogar o jogo, valerá a pena! Definitivamente meu apreço imenso por Valkyrie Profile não está influenciando nessa recomendação haha.
Talvez eu faça uma parte 3 futuramente, mas por hora é isso! Todos os 10 jogos citados nesses 2 posts são muito legais e mostra que os fãs podem criar muita coisa incrível para uma franquia quando não estão perdendo tempo brigando com outras pessoas. No mais, são todos jogos que qualquer um pode experienciar, não dependem de conhecimento prévio sobre a franquia para serem bons, mas claro, se for fã tende a funcionar ainda melhor. Então, partiu explorar mais sobre Touhou? Saraba Da!
Top #04 - Jogos de Touhou Feito Por Fãs (Parte 1)
Estava pensando sobre uma boa forma de trazer o quadro de Tops de volta, e que forma melhor há do que falar sobre uma das suas franquias favoritas, certo?
Hoje finalmente falaremos sobre Touhou Project. Talvez o ideal fosse eu ter escrito um Sou Nan Da sobre Touhou primeiro, mas como escrevi recentemente um sobre light novels, deixarei a oportunidade para o futuro. O que você precisa saber sobre Touhou é: Touhou Project é uma série de jogos estilo Bullet Hell (Um gênero de jogo para pessoas insanas), que é feita por uma única pessoa, conhecido como ZUN. No entanto, a natureza indie (Ou melhor, doujin) da franquia e a forma como esse universo funciona, permite que existam absolutamente todo tipo de obra, seja feita por fãs ou não. Muitos já, ao menos, ouviram falar de Touhou e tem interesse, mas não começam a investir na franquia pela dificuldade dos Bullet Hell. Então, hoje (E em mais alguns dias posteriormente) resolvi montar uma lista com 5 bons jogos de Touhou para todo tipo de gosto.
Esse será um top diferente, especial, então não precisam se ater a ranks, nem nada do tipo. Apesar das preferências, estarei basicamente listando os bons jogos que tem por aí.
O primeiro jogo que gostaria de recomendar é um bem popular, conhecido como "Koumajou Densetsu". Para quem já jogou ou conhece Castlevania, esse seria a "versão Touhou" do jogo. Puxando não só o mesmo estilo de gameplay, mas também uma arte mais gótica e sombria, é um ótimo jogo para quem quer jogar algo de Touhou (Mas não necessariamente para quem quer entender mais de Touhou). Os 2 jogos são bons, mas o segundo jogo pôde usufruir da popularidade da série, se tornando um jogo muito mais "profissional" que o primeiro. Isso inclui não só melhoras gráficas e de gameplay, mas também a inclusão de dublagem profissional e até mesmo opening (Com algumas cenas animadas!). Um jogo memorável o bastante para render até mesmo figures com o design do jogo (Lindas, por sinal).
Você pode começar pelo primeiro jogo, ou pelo segundo, pode escolher. Não é um jogo fácil, e dificilmente um jogo de Touhou será, mas se eu consegui zerar, você também consegue!
Apesar do estilo gótico e uma atmosfera mais sombria, o jogo ainda busca respeitar as personagens de Touhou da sua maneira, sem fugir muito do que se esperaria delas. Isso é uma característica compartilhada por boa parte dos jogos fanmades, que buscam sempre manter alguma fidelidade ao original, mesmo que tenham que tomar algumas liberdades.
No primeiro jogo, você joga com a (Uma das) protagonista da franquia Reimu, enquanto a mesma busca resolver um incidente (Basicamente, o ponta pé inicial de quase todo jogo oficial). Já no segundo jogo, você joga com Sakuya, a empregada da Mansão Escarlate (Palco do sexto jogo oficial), que busca encontrar sua mestra, Remilia, que desapareceu misteriosamente.
Se o estilo de jogo te agrada, dificilmente sairá desapontado! E lembre-se, o jogo é perfeitamente aproveitável para qualquer um, mas se vier a sentir quaisquer curiosidades sobre as personagens, pode sempre confiar nas wikias para pesquisar mais à fundo. Normalmente fãs de Touhou jogam os jogos feitos por fãs (Dãã), mas começar pelos jogos feito por fãs também é uma ótima forma de criar interesse pelas personagens e pelo universo de Touhou, não se acanhem!
RAIN Project tem a exata cara que um jogo indie teria. Um jogo simples, mas muito bonitinho, e isso inclui os gráficos 8-bits que, junto da atmosfera do jogo, o tornam muito agradável de se jogar e passar o tempo. Ele é aquele tipo de jogo que não perde muito tempo em diálogos e narrações, mas te mostra as coisas pelos eventos em si, você consegue ter uma boa noção da história através do básico que está sendo mostrado/dito.
No jogo, você joga com a Sanae, uma personagem popular que foi primeiro introduzida no décimo jogo oficial da franquia. Em partes, é possível dizer que o jogo é uma versão própria dos criadores da história do Touhou 10, mas novamente, tomando certas liberdades. Não dá para levar muito do que se vê como "representando o canônico", mas dá para aproveitar a premissa de Touhou 10 em si, que conta a história do santuário Moriya, que se transferiu para Gensokyo (Mundo onde Touhou se passa, na maior parte do tempo) por estar perdendo a fé dos humanos na Terra. E você basicamente explora um pouco de Gensokyo com a Sanae.
Não vai ser nenhuma experiência magnífica, mas se o estilo de jogo te agradar, com certeza vai ter um ótimo passa-tempo em mãos. É um jogo muito bacana.
Touhou Luna Nights é um jogo do gênero nomeado pelas pessoas de "Metroidvania" (Mistura de Metroid com Castlevania), não necessariamente similar ao Koumajou Densetsu antes mencionado. Luna Nights é extremamente mais dinâmico, viciante e criativo, um jogo muito bem feito onde a animação do movimento da personagem e dos inimigos é incrivelmente fluída e divertida de observar (Principalmente enquanto joga, óbvio).
No jogo, você novamente controlará Sakuya, que acaba tendo que participar de um jogo criado pela sua mestra, Remilia, onde ela terá que derrotar um bando de monstros e inimigos tendo o seu poder limitado.
O jogo consiste em um total de 5 fases, além de uma fase extra, que devem te render várias horas da mais pura diversão, além de ser deveras desafiador também, principalmente da fase 3 em diante.
Se aproveitando de ter a Sakuya, que tem o poder de manipular o tempo, como protagonista, o jogo explora o máximo essa habilidade. O nível de criatividade foi realmente surpreendente, onde você pode usar uma única habilidade para diversos meios diferentes. Passar de caminhos parando ou retardando o tempo, enfrentar os inimigos e principalmente bosses de maneiras diferenciadas, podendo até mesmo usar o tempo parado para buscar meios de escapar de algum ataque surpresa.
O jogo vai além, e cria também inimigos e objetos com mecânicas reativas ao poder de parar o tempo, fora os bosses serem bem diversificados e com diferentes padrões. É um ótimo jogo para quem gosta desse estilo, que, pelas fases serem diretamente conectadas uma a outra, vai querer te impedir de parar de jogar.
Touhou Puppet Dance Performance (TPDP, para os íntimos), é uma das versão Touhou de Pokémon, para mim, de longe, a melhor delas. Um jogo "à la Pokémon" que, diferente dos outros, não é só um jogo de Pokémon com as personagens de Touhou, mas sim um jogo completamente próprio e único que usufrui do mesmo estilo. O design estilo chibi é muito agradável de se ver, muito bem feito e dá um tom de pura alegria e diversão ao jogo.
A comparação com Pokémon é mais do que óbvia, sim, mas você vai ver tudo de novo em TPDP: Os mapas explorando com o amor de um fã quase todo o universo de Gensokyo, e até alguns outros locais existentes em Touhou, toda uma história que conduz a narrativa do jogo e torna o progredir do mesmo mais interessante do que seria "enfrentar 8 líderes e a elite dos 4", e claro, a presença das personagens de Touhou que faz toda a diferença.
No jogo, tal como Pokémon, você cria seu próprio personagem (menino ou menina). Em uma visita a um santuário velho na Terra, enquanto explora o local, você acaba sendo transferido(a) para Gensokyo, onde um incidente está em progresso. Basicamente, existem pequenas bonecas com vida que possuem a aparência das personagens de Touhou, que seriam os Pokémons. Enquanto na Terra, um NPC vai te perguntar quem é sua personagem favorita de Touhou, e quem você escolher será seu "Pokémon inicial".
TPDP é um jogo longo, o que é esperado, onde é possível capturar as bonecas de praticamente todas as personagens de Touhou desde os primeiros, até o Touhou 15. Para um fã da franquia, é sensacional o trabalho que se deram. Mas para quem não conhece a obra, não ficará de mãos atadas, pois não só poderá dar uma breve olhada em quase tudo quanto é personagem, mas também conhecer um pouco mais de Gensokyo, visitando os locais, descobrindo o nome dos mesmos e quem reside lá. E claro, na base, é um jogo de Pokémon, então qualquer fã de Pokémon irá se divertir jogando.
Labyrinth of Touhou é um jogo no estilo Dungeon Crawling. Para quem não sabe o que é, o nome já entrega: Você explora vastos calabouços, avançando, subindo ou descendo andares até chegar no fim do mesmo. Os dois Labyrinth of Touhou são desconexos, você pode jogar o que você quiser, mas eu pessoalmente recomendo muito o 2, que é um dos meus jogos favoritos (De todos, não só de Touhou), por isso focarei só nele.
Labyrinth of Touhou 2 tem uma boa arte, uma ótima trilha sonora e uma história bem no estilo de Touhou mesmo. É um jogo com alto nível de dificuldade, muito divertido e que vai te ocupar por um longo, longo tempo. Meu save, que ainda está aqui, tem mais de 60 horas de jogo, e apesar de ter zerado, ainda havia coisas para explorar quando parei de jogar.
No jogo, você controla, a princípio, Reimu, em mais um incidente onde ela decide investigar uma árvore de tamanho colossal que surgiu do dia para noite. A árvore virou, obviamente, notícia em toda Gensokyo, reunindo grande parte do cast de personagens por lá. E o interior da árvore é um grande labirinto, com diferentes cenários.
Como é de costume nos Dungeon Crawlings, você joga com um grupo de personagens enquanto explora a árvore, no progredir da história, você recruta mais gente, até poder começar a escolher quem você vai usar no grupo. O jogo explora as particularidades das personagens, cada uma em um estilo e com técnicas diferentes, o que será necessário se atentar caso queira chegar ao topo da árvore, visto que estratégia é algo essencial em muitas batalhas.
Você vai ter um sistema de distribuição de pontos e até mesmo uma longa lista de conquistas para desbloquear cumprindo certos requisitos, que lhe darão boas ou ótimas premiações. Tem incontáveis personagens jogáveis, e mesmo após chegar ao fim e zerar o jogo, existe uma espécie de New Game+ (Recomeçar o jogo, só que com várias novidades) que te oferecerá rejogar o jogo desde o início, só que muito mais difícil. Realmente achei o jogo incrível, as músicas de certas áreas do calabouço são memoráveis e deixam a exploração muito mais imersiva. Poder variar seu grupo permite que o jogo seja renovável e que você tenha experiencias diferentes constantemente, montar novas estratégias, novas combinações, é fantástico.
O maior empecilho de Labyrinth of Touhou, provavelmente será a dificuldade do mesmo. É um jogo que pode te frustrar em certos bosses, que podem parecer simplesmente impossíveis de vencer, mas que precisam da estratégia certa para serem derrotados. Eu passei bastante sufoco jogando, mas consegui terminar, então com alguma determinação e boas estratégias, você consegue também.
Tem várias personagens que só é possível recrutar fazendo coisas específicas, então, caso dê uma chance para este excelente jogo, terá muito o que fazer ao longo de quase 100 horas de jogo (Caso queira completar 100%). Mas vale a pena, viu? Não sou dos maiores fãs de Dungeon Crawling, mas isso não me impediu de adorar Labyrinth of Touhou (Ok, ser muito fã de Touhou certamente ajudou bastante).
Nenhuma dessas obras vai te pegar na mão e ensinar tudo sobre o universo de Touhou, e nem é esse o objetivo desses tops, mas garanto que serão bons meios de criar o interesse no universo da franquia, além de te ensinar sim algumas coisas. No mínimo, você sai sabendo quem é quem, e mais ou menos como a personagem age, além de várias outras informações bem úteis para quem quer passar a conhecer Touhou.
E se nada nessa lista te interessou, as próximas certamente o farão. Mas espero que peguem alguma recomendação aqui, e comentem o que estiverem achando. Mais fãs de Touhou no mundo, ou melhor, no Brasil, seria ótimo. Saraba Da!
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