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Majo no Tabitabi - Durante a Jornada: O Conto de Dois Homens Que Disputavam Por uma Mulher (Volume 1: Capítulo 8)
Capítulo 8 - O Conto de Dois Homens Que Disputavam Por uma Mulher
Parte 1
O cair da chuva conduziu a fragrância das flores a flutuar através da floresta. A grama e as árvores brilhavam na luz solar filtrada através da marquise. Uma amável garota voava por ali, em cima de uma vassoura atravessando o único caminho para o seu destino.
Na altura do seu peito estava um broche com formato de estrela. Do seu chapéu pontudo, que ela mantinha no lugar diligentemente com uma mão enquanto voava, até o seu manto negro que cobria seu corpo, ela sem dúvidas era a imagem de uma bruxa. Mas afinal, quem poderia ser ela?
Exato. Ela sou eu.
Eu estava voando na minha vassoura, me dirigindo para o país mais próximo do que eu sai há alguns dias--aquele dividido entre culturas Orientais e Ocidentais. Segundo o que eu ouvi, o país adiante era bem, bem comum. Apenas um lugar normal cheio de pessoas que eram levemente mais musculares que a média. Exatamente o que é normal sobre isso é outra questão.
Bem, se eles forem minimamente parecidos com um certo indivíduo que eu conheci algum tempo atrás cujo os músculos haviam substituído seu cérebro, eu suponho que eles vivam bem felizes, mas... Eu provavelmente irei ficar apenas um dia lá e então irei embora.
Tais pensamentos vagaram pela minha mente enquanto eu observava o cenário passando rapidamente.
Indo direto ao ponto, eu não tinha nada melhor para fazer. Por isso que minha atenção foi chamada quando eu ouvi barulhos distantes na floresta.
"Certo, vamos revisar as regras mais uma vez. Nós dois iremos dar uma volta através da trilha da floresta, a primeira pessoa a voltar para esse ponto terá o direito de ser o namorado dela. Confirma?"
"Si-sim. Sem problemas."
"...Sem trapaças, certo?"
"O-obviamente. E-Eu jamais faria algo assim."
"...Tenho minhas dúvidas..."
Um dos homens tinha uma voz alegre e energética, enquanto o outro tinha uma pesada e abafada. Parece que eles estão apostando corrida. Pode ser interessante. Eu pensei, quando então veio outra voz.
"Huh? Você quer dizer que eu tenho que esperar aqui sozinha? Isso parece entediaaaante!"
A voz extra-dócil de uma jovem mulher ecoou claramente através do ar, me pegando de surpresa. Meu foco se desviou dos meus próprios pensamentos para o mundo exterior, e eu fui surpreendida novamente quando me peguei fazendo contato visual com ela.
"Bem, hoje é meu dia de sorte!" murmurou a garota fofa com cabelos negros.
...Ugh.
Parte 2
Me parecia errado voar passando por ela após fazer contato visual, então eu reduzi a velocidade. Infelizmente, esse foi meu primeiro erro. No que eu me aproximei da garota de cabelos pretos, ela me agarrou e me puxou para fora da minha vassoura.
"Kyah! Tão bonita! Oh, esse broche é algo que só bruxas possuem, certo? Uau! Isso significa que você é uma bruxa, certo?"
"Uhm, sim..."
"Incrível! Você é tão bonita, mas é uma bruxa também?! Isso é tão legal!"
"Uh, obrigada..."
"Então você pode usar magia, certo? Digo, você estava agora mesmo voando em uma vassoura! Uau!"
"É, óbvio..."
"A propósito, você tem um momento, tipo, agora?"
"Não, eu..."
"Uhuuu! Agora eu tenho alguém para me fazer companhia!"
"Err..." Só um segundo! Escute o que eu estou dizendo!
A garota praticamente me arrastou até onde os dois caras estavam, isso enquanto me chamava de "fofa" e dizia "uau" repetidamente. Os dois caras olharam para mim de cima a baixo.
"Você irá esperar com uma bruxa, huh? Bom, nesse caso acho que não precisamos nos preocupar com você ser atacada por um urso ou algo do tipo. Bom, muito bom," disse o belo homem.
"É-É. É um alívio. Ufa," o homem gordo disse, com respiração pesada.
......
Eu cochichei para a garota próxima a mim, "O que raios está acontecendo aqui, exatamente?"
"Como assim?" ela perguntou, confusa. "Desculpa, eu não expliquei ainda, não é? Veja bem, esses dois estão disputando para ficar comigo."
Não, esse tanto eu já entendi. Eu conseguia ouvir vocês enquanto eu estava voando. Não é isso que eu estou perguntando.
"Esses dois estão disputando para ficar contigo, é isso mesmo?" Eu falei em um tom de voz bem baixo para que os dois homens nãos me escutassem.
"Sim...?" Eu pude ouvir o tom de confusão na sua voz: "Isso é estranho?"
Sentindo uma súbita e muito complicada espiral de emoções, eu tomei um segundo para olhar para os dois homens. O homem que bem falava tinha um grande sorriso tão radiante, que até seus dentes brilhavam. E do lado desse homem imaculado, o homem gordo estava encharcado de suor. Ele parecia feder. Uma real obra de arte.
Apesar do óbvio, enorme abismo entre a aparência externa dos dois, a garota estava fazendo-os competir um contra o outro. Ela é idiota? Não sei o que ela está pensando. Mas talvez o homem gordo tenha algum tipo de talento escondido. Ou talvez o cara eloquente tenha uma personalidade bem ruim?
......
Inevitavelmente, meu interesse subiu. "Entendo, entendo. Pois bem, eu assumirei a responsabilidade de protegê-la."
Não importa o que estava acontecendo, eu era parte daquilo agora.
"Preparar, vão!"
Quando eu bati palma, os dois começaram a correr ao mesmo tempo.
"Raaaah! O coração dela é meu!" Senhor Perfeito começou de forma entusiasmada.
"Nghm fuu...hah, hah." Senhor Porquinho ficou exausto no momento em que começaram a correr.
Huh? Que estranho. Eu esperava que o Senhor Porquinho fosse liberar seu incrível poder oculto nesse momento.
Após os dois desaparecerem completamente, eu me virei para questionar a garota. "Por que você está fazendo eles competirem?"
"Hmm?" ela perguntou em uma voz abafada enquanto tomava um cuidadoso gole de água. Ela apontou para a garrafa d'água. "Quem você pensa que foi buscar essa água para mim?"
"Não foi você mesma que pegou?"
Ela balançou a cabeça. "Gordinho pegou isso para mim. Ele não cuida da sua aparência, mas é atento as pequenas coisas, entende?"
"Gordinho?" Ela certamente se refere ao Senhor Porquinho. Esse é um apelido...bem direto. Não está errada, no entanto.
"Oh, a propósito, tem uma para você também."
"...Por que tem uma para mim?" Eu estava confusa. Eu acabei de chegar aqui.
"Ele me passou ela logo antes da corrida começar. Me parece que ele trouxe uma reserva, então eu estou te dando." Ela empurrou a garrafa nas minhas mãos.
Eu não estou com muita sede, mas vou aceitar de qualquer forma. A água dentro da garrafa brilhava, refletindo a luz solar. Mas agora eu entendo. Ele certamente é atentivo. Quem poderia imaginar que ele teria uma garrafa d'água para mim também?
"Então você ficou encantada pelo coração e alma do rapaz gordo, e a aparência e comportamento do cara que fala bem, é isso? Que problema bacana para se ter." Não sinto inveja, entretanto.
A garota deu uma risada seca. "Eu realmente não gosto do Gordinho de nenhuma forma, apesar disso, sabe?" Ela facilmente desmentiu o que eu havia assumido.
...Huh? "Do que você está falando?"
Eu tinha certeza que ela estava colocando eles um contra o outro porque ela não conseguia decidir.
"Ahr." A garota terminou de beber toda a água da sua garrafa, e então me respondeu alegremente. "Eu só estava brincando com o Gordinho porque eu não tinha nada melhor para fazer."
"......"
"Mas, ele é inútil. Ele realmente acha que uma pequena garrafa d'água seria o bastante? Eu ainda estou com sede." Ela atirou a garrafa vazia na floresta.
Okay, eu não estive sendo necessariamente gentil com o grande homem nos meus próprios monólogos internos, e eu não estava particularmente orgulhosa disso, mas naquele exato momento, um único desejo preencheu meu coração. Eu enviei minhas preces aos universo.
Permita essa mulher receber punição divina.
Parte 3
E pior que foi exatamente isso que aconteceu.
Aconteceu vários minutos após a garota ter jogado a garrafa vazia na floresta. Eu percebi ela subitamente bocejando de forma dramática, e então ela foi apenas se inclinando, até ela cair para trás com um *tum*.
Felizmente o gramado serviu como almofada, então ela não bateu a cabeça com muita força.
Eu a repreendi internamente, então comecei a me desesperar e me perguntar se ela estava morta por ela ter caído tão de repente. Mas quando eu me aproximei, eu podia identificar o distinto som de um ronco.
E foi assim que eu comecei a relaxar, com a cabeça dessa garota no meu colo na sombra das árvores.
"Zzz... Músculos, tantos músculos..."
A atitude dessa garota é terrível, e a forma que ela dorme também. Que visões do inferno ela deve estar vendo para não ter nada além de músculos?
Eu gastei vários minutos encarando seu rosto babado e ouvindo as asneiras que ela dizia enquanto dormia. Então uma única silhueta apareceu na distância. Quem poderia ser? Bem, não tem porque me perguntar, o primeiro a retornar obviamente seria...
".....Ah." Eu pisquei algumas vezes e olhei para a figura que corria na minha direção. Mas não importava quantas vezes eu checava, a pessoa se aproximando da gente era ele.
Era o Senhor Porquinho.
Era o Gordinho.
...Como?
Ofegante e bufando, coberto de suor e oleoso, ele finalmente chegou com um sorriso triunfante. "Heh, hah... Eu consegui, eu ve-venci... heh..."
Ah, eu fui idiota em sentir simpatia por ele mais cedo. Enquanto ele olhava ao redor e confirmava que o Senhor Perfeito ainda não havia retornado, sua expressão era extremamente revoltante.
A frase fisicamente impossível veio à minha mente. É, isso é, de fato, fisicamente impossível.
Mas onde estava o Senhor Perfeito? Meu olhar seguiu os pingos de suor do Senhor Porquinho e me levou a resposta uma vez que eu vi uma figura se aproximando com muita velocidade.
Era o Senhor Perfeito.
Quando ele viu o Senhor Porquinho o desdenhando, Senhor Perfeito caiu em lágrimas. Se fosse ele sozinho, ou se tivesse uma bela garota esperando por ele no destino, a visão de um homem de coração mole correndo aos prantos poderia ter rendido uma bela cena, mas já que a pessoa na frente dele era um homem rechonchudo, a cena era só extremamente surreal.
O homem alcançou a linha de chegada e imediatamente começou seus lamentos.
"D-Droga... Por que, por quê...?! Por que eu tirei um cochilo no meio da corrida?!"
Um cochilo? Você é idiota?
Isso me lembrou o conto de fadas da lebre e a tartaruga. Se bem me lembro, a forma que a história acabou era com a lebre descuidada tirando um cochilo, e a tartaruga que continuou dando o seu melhor acabou vencendo no fim. Era uma excitante história que deixava o leitor frustrado e amaldiçoando a tartaruga.
Seria isso uma repetição daquela fábula?
"Você se descuidou?"
Limpando o brilho do suor e as lágrimas que cobriam seu rosto, Senhor Perfeito respondeu, "Não... Eu fiquei com sono no meio da corrida e desmaiei, e quando eu acordei, eu estava dormindo bem ali." Ele arriou seus ombros.
...Hmm. É o que eu estou pensando que é? Eu me perguntei.
Senhor Perfeito deve estar pensando a mesma coisa. Ele apontou o dedo na direção do Senhor Porquinho e gritou, "Você drogou aquela água para me deixar sonolento, não foi?!"
Tá aí, bem como imaginei. De fato, havia mais uma pessoa que bebeu a água que ele providenciou, e ela estava dormindo tranquilamente no meu colo.
Senhor Porquinho deu de ombros para o Senhor Perfeito em uma dramática demonstração de desprezo.
"Heh, hah... Você tem alguma prova?" Por alguma razão, era incrivelmente irritante para mim que ele tenha decidido virar um tagarela após a corrida ter terminado.
Mas me parece que ele cavou sua própria cova. Tomando cuidado para não acordá-la, eu lentamente tirei a cabeça da bela adormecida do meu colo e me levantei.
"Se você quer uma prova, aqui está---" Assim que as palavras saíram da minha boca e eu mostrei a garrafa para ele, eu percebi que já estava vazia. Obviamente, não havia provas ali.
Eu tinha tido um mal pressentimento sobre aquilo, então eu despejei todo o conteúdo.
Que erro crasso.
Enquanto eu estava de pé e sem jeito, o humor do Senhor Porquinho pareceu melhorar ainda mais. "Vê?! Você não tem absolutamente nenhuma prova! Certo, ela é minha! Hee-hee!"
"...Ugh."
"...Ugh."
Infelizmente, não havia nenhuma maneira de provar que ele tinha feito algo de errado---Espere, não. Não havia mais alguma coisa?
Eu coloquei a garrafa no chão e peguei a garota adormecida. "Espere um momento. Aqui está a prova."
"Hee.. Seja sensível. Certamente ela só ficou cansada e resolveu tirar um cochilo."
"Não, ela caiu no sono após beber a água que você deu para ela."
"Onde estão as provas? Isso é tudo que tem a dizer? Estou esperando."
"....."
Ooh, ele me irrita demais...!
De certo, a garota era uma pessoa terrível por ficar brincando com o Senhor Porquinho, mas ele conseguiu superá-la. Ele era genuinamente ruim. Eu deveria destruí-lo usando magia.
...Oh, já até sei o que fazer.
Eu posso ter perdido a calma, mas o Senhor Porquinho era enlouquecedor, e também, foi ele que começou.
Eu estava furiosa.
Eu saquei minha varinha--
"Espere um momento."
Havia uma voz vinda de cima---uma que talvez eu possa ou não ter ouvido antes.
Quando eu olhei para cima, o gigante do outro dia estava de pé ali, imponente. Atrás dele havia dois homens identicos que se diferenciavam apenas pela cor das suas roupas.
Oh? O que temos aqui?
Dessa vez (e só dessa vez) eu realmente senti que eles eram meus salvadores.
Parte 4
"Olá novamente." Eu me curvei rapidamente para os três que deram as graças para nós, e o grande homem flexionou seus músculos faciais... No caso, ele sorriu.
"Já faz algum tempo, senhorita bruxa."
"De certo faz, Homem-Músculo."
Era o homem incrivelmente musculoso que eu havia encontrado vários dias atrás. Eu não sabia o seu nome real, mas eu não acho que ele se importe. Ele era uma pessoa estranha da qual o coração pulava em excitação no mínimo citar da palavra músculo.
Ele estufou o peito. "Mm, exatamente. Eu sou um homem musculoso."
Aparentemente seu crânio ainda está repleto de músculo, também.
"É bom ver vocês dois novamente também." Eu também me curvei para os dois homens de pé em ambos os lados do Homem-Músculo.
"Bom te ver."
"É, olá novamente."
Parece que ambos ganharam mais massa muscular. Eles tentaram me enganar, mas vendo suas formas musculosas, eu senti um pouco de pena deles.
"Irmão, sua pele parece um pouco bronzeada."
"Eu posso dizer o mesmo de você."
"Ha-ha-ha."
"Ha-ha-ha."
Eh, tô fora.
Eles pareciam estar vivendo uma vida de exercícios. Eu ignorei os dois enquanto começavam a mergulhar em conversas triviais e calmamente expliquei os detalhes da situação para o Homem-Músculo.
O Homem-Músculo estava enraivecido. "Oh-ho, então esse gordo fedido aí é o culpado, não é? Hein?"
"Ne-nem pensar! E-Eu não fiz nada! Eu venci de maneira justa!"
"Não minta." Homem-Músculo agarrou ele pela gola.
"Reee!" Senhor Porquinho soltou um grunhido que mais parecia um guincho. "E-Eu não estou mentindo!"
"Bem, suponho que terei que questioná-lo até que eu acredite na sua história, então."
"Pa-pare com isso! Vocês estão sendo injustos! Vocês acham que um cara feio como eu não pode ter uma namorada, e vocês estão rindo de mim nas suas mentes! Mas eu me esforcei muito, e eu venci! Essa é a verdade! Por que vocês não podem acreditar em mim?!" Gotículas de saliva voaram da sua boca enquanto ele falava.
Aquilo pareceu irritar o Homem-Músculo ainda mais, e acredite em mim, eu percebi.
Nesse ritmo, o covarde Senhor Porquinho estava pedindo por uma execução em praça pública.
Bom, por mim tudo bem.
"....Mm." Eu estava assistindo distraidamente o Homem-Músculo içar o Senhor Porquinho no ar quando ouvi uma voz atrás de mim. Talvez seja porque o cara repulsivo estava fazendo escândalo, ou talvez era por ela ter finalmente dormido o bastante, mas a garota abriu os olhos no momento perfeito.
"...Vocês são muito barulhentos." Ajeitando seus cabelos pretos levemente bagunçados, ela preguiçosamente se levantou, observou seus arredores e então perguntou: "Oh, alguém venceu?"
Houve um pequeno silêncio quando ninguém respondeu. Eventualmente, eu contei para ela sobre os resultados. "Ah sim, Gordinho venceu."
A resposta da garota foi simples. Após encarar os céus por um momento, ela respondeu com leveza, "Oh, okay. Eu não irei sair com ele, no entanto." Franca, e impiedosa.
Todos congelaram. Gordinho parou e ficou imóvel como um peixe morto; Senhor Perfeito ficou todo envergonhado; os dois irmãos estavam, como sempre, tendo uma vívida discussão sobre exercícios; e só um dos homens respondeu ela.
Foi o Homem-Músculo.
"O que você está fazendo aqui?"
...Huh?
"Oh, irmão. O que te trás aqui?"
...Irmão?
"Você não tinha sido sequestrada por um grupo de homens musculosos?"
"Ah, aqueles eram meus namorados. Eu estava namorando todos eles ao mesmo tempo."
O que você quer dizer com namorados? Plural?
"Entendo. E agora?"
"Eu estava procurando por um novo namorado."
"Conseguiu encontrar um?"
"Sem chance. Todos os homens tem músculos tão fracos," ela disse, olhando para o Senhor Perfeito.
Eu bati de leve no ombro do Senhor Perfeito. Seu rosto havia perdido toda a cor, e ele ainda estava chorando.
"Err, essa é a irmã mais nova que você falou sobre?" Eu perguntei, só para ter certeza.
Homem-Músculo confirmou. "Uhum, essa é ela."
"....."
O que diabos?
Parte 5
Tendo finalmente achado sua irmã mais nova, Homem-Músculo voltou para sua cidade natal com sua irmã e o novo namorado dela, onde todos viveram felizes para sempre.
Huh? Quem era o novo namorado dela, você pergunta? Oras, era o Senhor Perfeito.
"Po-por favor, espere! Eu estive trabalhando duro para ganhar a aprovação do seu irmão, você não pode deixar eu ir com você?" Limpando as lágrimas enquanto dava um passo adiante, sua figura galante era uma visão a se apreciar. Não importa o que ele fazia, era uma imagem perfeita.
Os irmãos músculo olharam um para o outro.
"Hmm, então você quer construir seus músculos. Entendo." Homem-Músculo balançou a cabeça ao entender, então bocejou desinteressado e deixou sua irmã tomar a decisão final.
O que raios ele vê nessa garota? Bem, dizem que o amor é cego, então tenho certeza que ele eventualmente irá abrir os olhos e seu coração irá esfriar. Embora até isso acontecer, ele provavelmente estará completamente amarrado por músculos.
Eu acenei enquanto os três caminhavam para o horizonte, então ouvi um gemido estranho atrás de mim. Oh, eu esqueci desse outro cara.
Quando eu me virei, Senhor Porquinho estava rolando de forma esquisita no chão.
Não sinto a menor vontade de consolá-lo, então só vou deixar ele pra lá.
"Ei, irmão, o que você acha daquele porco?"
"Sem músculos o bastante, ei--ah, ei, espere um minuto. Nosso mestre dos músculos não está aqui."
"Você está certo. Ele não está aqui, está?"
"Não me diga que ele nos deixou aqui?"
"O que faremos?"
"Ahhh!"
Os dois irmãos mágicos finalmente terminaram sua discussão sobre exercícios. Eles olharam ao redor confusos com o que havia acontecido, e então eu generosamente expliquei para eles. Blá, blá, blá.
"O que?! Nesse caso, nosso mestre dos músculos já completou sua jornada."
"O que isso significa para nós? Essa é realmente uma situação grave."
"Bem, é assim que as coisas são," eu disse. "De forma milagrosa, ele alcançou seu grande objetivo." Estou certa de que aqueles três irão voltar para sua terra natal e viver uma vida cercada de músculos. Mas isso não é da minha conta, não é mesmo?
"Agora que vocês foram libertados da tutela do Homem-Músculo, vocês dois pretendem voltar aos tours como mágicos?"
Os dois pareciam confusos com a minha sugestão.
"Mágicos?"
"Mágicos?"
Não me diga que... "Quando eu conheci vocês dois, vocês eram mágicos, não eram? Vocês esqueceram tudo sobre como vocês costumavam enganar as pessoas para pegar o dinheiro delas?"
"...Ah."
"...Ah."
"Realmente... Nós éramos mágicos..."
"Gah... Eu havia esquecido porque nossas vidas giravam em torno de fazer exercícios há muito tempo..."
Músculos são uma força a ser reconhecida. Bem, os dois passaram por muita coisa.
Eles se lembraram quem eles costumavam ser, e o trio seguiu em frente como uma trupe de ilusionistas viajantes. E então todos viveram felizes para sempre.
......
Certo. Como você deve ter imaginado, o terceiro homem era o Senhor Porquinho.
"Ei você, por que não vem conosco?"
"É, você está na mesma onda que nós. Você definitivamente irá ser um bom mágico."
Ambos colocaram uma mão nos ombros arriados do Senhor Porquinho e fizeram a sugestão bem gentilmente. Da sua parte, Senhor Porquinho só grunhiu, coberto de catarro e sem uma ideia sequer sobre o que estava acontecendo. Que desagradável.
Mas os dois irmãos pareciam entender.
"Ah, está tudo bem. Não se preocupe. Nós iremos te ensinar tudo que você precisa saber."
"No momento em que bati o olho em você, eu tive certeza que você tinha um talento natural. Venha conosco."
Finalmente, Senhor Porquinho balançou a cabeça positivamente.
E então, o trio de mágicos começou a sua jornada. Chamando a si mesmo de Irmãos e o Barril para evitar o problema de combinar os seus nomes, esses homens em breve construiriam uma guilda de circos que iria circular todo o globo.
Ou talvez não. Eu nem sei o que aconteceu com eles.
Afinal, essa história não faz parte da minha.
Majo no Tabitabi - Antes da Competição Começar (Volume 1: Capítulo 7)
Parte 1
De manhã cedo, eu cheguei em um certo país. Era um país que eu encontrei por um acaso, enquanto voava na vassoura, então eu não tinha a menor ideia sobre que tipo de país era.
Era desnecessário para uma vila tão pequena que não tinha nem portão, mas normalmente quando você entra em um país que tem posse da terra, quase sempre há uma inspeção feita pelos guardas do portão.
Dito isso, exceto em casos especiais, eles apenas perguntam questões gerais básicas.
"Quem é você?"
"Elaina."
"País de origem?"
"É conhecido como o pacífico país de Robetta."
"Razões para entrar?"
"Turismo."
"Duração da estadia?"
"Provavelmente em torno de três dias."
Normalmente, as questões acabariam aí, se fosse um país que exigisse pedágio, você pagaria o dinheiro e o guarda do portão saíria do caminho dizendo "Nesse caso, por favor, fique à vontade."
"Para o café da manhã, você está na facção do pão? Ou na facção do arroz?"
Parecia que o questionamento ainda estava em progresso. E era uma questão bem vaga.
"...Oi?" Eu franzi a testa e peguntei novamente.
O guarda do portão respondeu sem mudar sua expressão nem um pouco, "De novo, para o café da manhã, você está na facção do pão? Ou na facção do arroz? É uma informação necessária quando se entra no país, então por favor, responda honestamente."
Existem competições de comida acontecendo nesse país?
Mas, se é uma necessidade, responderei honestamente. Embora eu ache que é uma pergunta um pouco imprópria para os procedimentos formais padrões.
"Eu não estou em nenhuma das facções. Eu sou uma viajante, logo, eu mudo a facção para estar de acordo com a cultura do país."
Eu não consigo comer nada além de pão! -- Você não pode falar isso em um país com uma cultura voltada para o arroz, certo? O mesmo vale para o inverso. Então, eu decidi manter uma postura neutra.
"Entendo... Isso é incomum," O guarda do portão alisou o queixo e disse.
"Hmm, entendido. Então, vamos colocar em ambas as facções como sua decisão."
Após isso, o guarda do portão saiu do caminho e disse:
"Fique à vontade, Bruxa-sama."
Eu me curvei para o guarda e passei pelo portão.
Parte 2
Eu imediatamente entendi a razão daquela pergunta estranha.
Pelo que parece esse era um país onde duas culturas estavam misturadas.
Havia um canal gigante perto do portão de entrada. E aos lados desse canal, haviam casas orientais alinhadas no lado esquerdo do canal e ocidentais alinhadas no lado direito.
Mais ainda, havia duas ruas diante do portão. Na direita, "Distrito Oriental: Pessoas da facção do arroz, por aqui!" e no lado oposto, "Distrito Ocidental: Pessoas da facção do pão, por aqui!" estava escrito.
Parece que o país está dividido entre as facções do arroz e do pão internamente.
"...Hmm."
Eu hesitei. Eu realmente não tenho preferências.
Mas, pensando sobre isso, não seria essa a primeira vez caminhando em uma paisagem urbana oriental? É sempre no estilo ocidental.
Então, eu decidi.
Eu me virei para a direita.
A rua ali era composta de pedras retangulares bem organizadas. Olhando de perto, havia casas de madeira formais alinhadas em uma fileira. O Palácio Real era visível mais à frente. Parecia estar bem no centro do canal, então eu presumi que era o centro do país dividido.
A rua levando ao Palácio Real tinha uma ponte construída mais ou menos no meio do caminho. A ponte nova parecia deslocada comparada com a paisagem urbana histórica. Abaixo do arco da ponte, era possível ver o reflexo de um pequeno barco passando por ali.
"...?"
Eu acabei ficando confusa graças a estranha aparência da pessoa em cima da ponte.
Era um garoto comendo café da manhã enquanto sentado no corrimão. Era óbvio que ele era uma pessoa do distrito oriental pelo fato dele estar vestindo um quimono, mas não importa como você olhava para aquilo, o que ele tinha na boca era pão. Uma pessoa da facção do arroz estava comendo pão.
Próximo a ele, estava a figura de uma mulher que estava esfomeadamente estufando suas bochechas com um onigiri. Parecia que ela era da facção do arroz. Apesar de vestir um vestido.
Eu fiquei curiosa. De alguma forma, era uma visão bem incomum.
"Um, com licença."
Eu chamei os dois.
Os dois trocaram olhares, então o garoto me respondeu "Tem algo de errado?" Pão nas suas mãos. Mas vestindo um quimono. Como esperado, é estranho.
Eu perguntei após me apresentar brevemente, "Que tipo de país esse?"
"Que tipo de país, você pergunta...hmm." após cruzar os braços, ele perguntou para a mulher ao seu lado, "Ei, que tipo de país é esse?"
"É um país amável, não?"
"É, realmente. É um país amável. Sim, Viajante-san, é um país amável."
O que eu quero saber não é isso, mas sim...
"A paisagem urbana é amável, mas você é amável também."
"Ah, para, você é ainda mais amável."
"Ufufu."
"Ahaha."
...
Parece que eu sou só um incômodo aqui. Melhor eu sair de uma vez.
Sim, eu senti que não conseguiria nenhuma informação útil deles, não é como se eu quisesse terminar isso rapidamente ou coisa do tipo, sabe? Não, sério.
De qualquer forma, eu rapidamente os agradeci e saí.
Eu caminhei pelos distritos leste e oeste, enquanto falava com as pessoas para obter as informações que eu procurava.
No entanto, quanto mais em caminhava por aí, mais estranha eu me sentia. Eu não percebi mais cedo de manhã já que havia poucas pessoas nas ruas, mas uma vez que o número de pessoas subiu próximo ao meio-dia, começou a ficar difícil diferenciar os dois distritos, já que as pessoas se misturavam livremente entre leste e oeste usando a ponte.
O que era mais estranho, era que os feirantes cuja as barracas tinham letreiros dizendo "Nós não vendemos para pessoas da facção do arroz", apesar disso, estavam passando as mercadorias para pessoas vestidas em quimonos.
Não era só as barracas. Parecia ter algum regulamento oficial em rigor, já que todas as lojas, independente se eram lojas de utensílios ou sacolões, tinham tabuletas dizendo que clientes do lado oposto não seriam servidos.
Mas não havia uma única pessoa se importando com isso. Era como se as tabuletas fossem insignificantes.
Após eu voltar do lado ocidental para o lado oriental, eu passei debaixo do letreiro da vendedora de bolinhos de massa.
"Bem-vinda. O que você gostaria de comer?"
Enquanto sentei na cadeira, a Onee-san vestindo roupas japonesas se inclinou na minha frente. De cara para o letreiro de "Nós não vendemos para as pessoas da facção do pão" que estava lá fora,
"Eu estou na facção do pão."
Eu disse.
"Que tipo de piada é essa?"
Após cobrir sua boca com uma mão, a Onee-san começou a soltar risadinhas. Era um gesto refinado.
"O que você quer dizer com piada?"
Me encarando com olhos afiados, a Onee-san disse, "Não tem ninguém que se importe com esses decorativos, tem?"
Certamente, se você olhar a situação nas ruas, eu posso dizer com certeza que não há ninguém que ligue para os letreiros. Mas se é esse o caso, então qual é o propósito dos letreiros?
"Então, o que você vai pedir?"
"Ah, três mitarashi dango, por favor."
"É para já!"
Parte 3
Ainda me sentindo inquieta, eu cacei uma pousada no lado Ocidental da cidade.
Existem alojamentos no lado Oriental também, mas eu não posso ficar do lado de lá. Não consigo dormir a não ser que eu esteja em uma cama decente. Ou talvez eu só tenha mais dificuldade em me adaptar a quartos de estilo Oriental. Certamente não sou a maior fã de andar descalça em tapetes de palha.
Eu andei para lá e para cá pela cidade, então entrei na pousada que parecia mais barata. Ela tinha uma letreiro frontal que dizia 'Nós recusamos hospedar membros da facção do arroz.'
Bem, vamos apenas ignorar isso.
"Noite." Quando eu entrei, o estalajadeiro aparentemente indiferente estava descansando seu queixo nas suas mãos acima do balcão.
"Quarto para uma noite, por favor," eu disse, pegando uma moeda de prata.
"Agradecido. Vá em frente e preencha o formulário."
"Claro."
Já estava acostumada com esses formulários. Eu terminei de preenchê-lo com uma série de rápidos golpes de caneta. Enquanto eu entregava o formulário preenchido para o estalajadeiro, eu o perguntei, "Se não se importar, poderia me contar um pouco sobre esse lugar?"
"... Nunca te vi por aqui antes, senhorita. Viajante, você?"
"Sim. E essas terras são tão estranhas que eu mal consigo processar direito o que vejo."
O estalajadeiro ficou quieto por um momento, então disse, "Quê cê quer saber?"
Oh, ele sacou. Como o esperado de uma pessoa que constantemente faz negócios com viajantes.
"Certo, me diga o motivo para a Cidade do Ocidente e a Cidade do Oriente serem tão diferentes uma da outra."
O estalajadeiro finalmente me deu as informações que eu tanto cravava.
"Antigamente, essa terra era composta por dois países vizinhos separados pelo canal. O país do lado oriental herdou uma cultura Oriental, enquanto que o país do lado ocidental herdou a Ocidental. Cada país tinha seu próprio rei. Os dois reis se davam bem, e havia uma ótima relação entre os países---Bem, não era tão diferente em comparação aos dias de hoje."
"Mm-hmm." Bem simples.
"Um dia, os dois reis começaram a trocar ideia. Eles disseram, "Por que não transformamos os dois países em um só?" Ninguém tinha nada contra isso já que ambos o Ocidente e o Oriente queriam a mesma coisa. Na real, parecia até que essa decisão havia demorado para acontecer."
"Foi aí que as pontes entre as duas cidades foram construídas?"
O estalajadeiro balançou a cabeça. "Pois é. Os reis construíram elas para comemorar a junção."
"Entendo." Deve ser por isso que elas são tão novas e destoantes.
"Um pouco depois, os dois reis ambos tiveram seus filhos. O rei do lado Ocidental teve uma filha, e o rei do lado Oriental teve um filho. As crianças se davam bem igual seus pais, e eventualmente se casaram. Eles imediatamente construíram um palácio no canal---exatamente no meio do país unido---e começaram a viver lá. Agora os dois se tornaram um símbolo do nosso país. E isso é tudo que eu sei," o estalajadeiro disse, colocando a chave para o meu quarto no balcão.
Eu a peguei e disse, "Muito obrigada. A propósito, senhor, posso te perguntar mais uma coisa?"
"O que é?"
Eu o contei sobre a estranha pergunta que me foi feita quando eu entrei no país, e sobre as tabuletas estranhas no portão e na frente das lojas, também sobre o casal que eu encontrei na ponte. "A princípio, pensei que o país estivesse dividido internamente, mas olhando ao meu redor, me parece que as pessoas não dão a mínima para as tabuletas. Eles cruzam as pontes e se misturam sem problemas. Então qual é o propósito de ter essas tabuletas, no fim das contas?"
O estalajadeiro ouviu em silêncio enquanto eu falava e balançou a cabeça quando eu terminei. "Mm. As tabuletas são um preparativo para a grande disputa."
Ele falou com tanta tranquilidade que eu me perguntei se eu havia ouvido errado. "Grande disputa? O que céus isso deveria significar?"
"Ouvi dizer que querem unificar o país sob ou a cultura Ocidental, ou a Oriental. Bem, é por isso que os guardas do portão estão perguntando coisas estranhas de qualquer forma, tal como é a razão para as tabuletas."
Talvez após o país ter sido fusionado sob os bons presságios dos reis da geração anterior, há agora um movimento para dividi-los novamente.
Mas por quê?
"Aqueles dois não sabem o significado da palavra acordo," o estalajadeiro disse com uma risada.
Por sinal, ele me cobrou uma "taxa de informação" após o fato.
Parte 4
Após passar vários dias aqui, eu comecei a me preparar para partir novamente. Essa mistura de culturas Ocidentais e Orientais era até bem fascinante, é claro, mas se me permite ser sincera, era a única coisa que tinha de interessante.
Sentia que já havia visto o suficiente.
Terminantemente, eu estava indo embora sem entender uma parte essencial desse lugar, mas fazer o quê...né? Não me importava o suficiente para realmente buscar à fundo por respostas. Embora eu estaria disposta a escutar caso alguém se prestasse a explicar o porque das tabuletas estarem postas.
Bom, não tem problema. Tentando convencer a mim mesma de que eu não ligava, eu atravessei o portão---
"Ah, espere um minuto por favor, senhorita Bruxa."
---E fui parada. O guarda estendia sua lança na sua frente, bloqueando meu caminho.
"... Um, o que foi?" Tenho certeza de que eu parecia bem confusa.
"Se for possível, você não nos daria um pouco mais do seu tempo?"
"...? Por que eu faria isso?"
Dependendo do tempo, da situação e do motivo, eu não era contra ouvir o que ele tinha a dizer. Se for algo bobo, eu irei dizer não e sair, entretanto.
"Você foi convocada pelo lorde e pela dama."
".......Quê?"
Pelo visto o motivo não era algo bobo, no fim das contas.
Nós prosseguimos por todo o caminho até o canal, onde me mostraram o castelo que observava ambas as culturas. Eles me encaminharam através do estonteante interior da fortaleza, uma mistura de estilos Orientais e Ocidentais, e finalmente nós chegamos até um gigantesco salão de recepção.
O salão parecia como se um quarto de estilo Ocidental e um quarto de estilo Oriental tivessem sido cortados ao meio, e a metade de cada um deles tivesse sido coladas uma na outra.
Isso não combina nem um pouco...
Eu ouvi alguém fechando a porta atrás de mim enquanto andava pelo local, e eu podia ver dois tronos um pouco mais adiante. O homem e a mulher sentados lá pareciam estar no meio de uma discussão. Eles não pareciam notar minha presença.
"Estou lhe dizendo, a disputa tem que ser uma partida de shogi! Não há alternativa melhor!"
"Só diz isso porque você é melhor no shogi! Quantas vezes eu tenho que dizer que nós temos que jogar xadrez!"
"E quantas vezes eu tenho que te dizer, você é melhor no xadrez!"
"Grrr..."
"Rrrr..."
A atmosfera volátil dava a sensação de que uma erupção de violência poderia ocorrer a qualquer minuto ao que os dois se encaravam dos seus respectivos tronos.
Eu limpei a minha garganta para deixá-los saber que eu estava ali. Não era a coisa mais educada a se fazer na presença da realeza, mas isso foi efetivo em fazê-los notarem minha presença.
"Huh? Você deve ser..."
"A viajante, não é? Ora, ora..."
Eu me curvei. "Me foi contado que Vossas Altezas tinham algo a tratar comigo, então eu vim assim que fui chamada. Como posso ser de útil?"
"Mm. A verdade é---"
O rei abriu a boca para falar, mas a rainha o interrompeu.
"Eu vou contar para a bruxa, então você pode parar por aí."
"Como é---? Eu vou explicar..."
"Não, eu vou."
Alguém poderia simplesmente se apressar e me dizer logo o que está acontecendo? Não me importo com quem seja... Olá...?
Eventualmente, após argumentarem em círculos, o rei tomou as rédeas e me contou tudo.
"O fato é: Essa terra está nas vésperas de uma guerra. Como pode ver, essa mulher e eu não nos damos bem. Nós concordamos em resolver as coisas com uma competição, mas agora nós não conseguimos decidir o que essa competição deveria ser. Ouvi dizer que você é neutra, não associada com nenhuma das duas facções, então nós queremos que você decida como devemos proceder."
"... Vocês não conseguem decidir qual será a competição?" Não, antes disso... "Primeiro de tudo, poderia me dizer porque vocês querem fazer essa competição, para começar?"
O rei levantou sua voz, "Porque ela insultou as pessoas do lado Ocidental! Ela disse, 'Pessoas que não comem arroz no café da manhã não são humanas'!"
Imediatamente, a rainha interrompeu ele com uma objeção. "Não, foi porque você disse, 'Pessoas que não comem pão no café da manhã são inferiores a cachorros'!"
"Ok, chega. Fiquem quietos vocês dois por um momento, por favor."
"....." "....."
Isso estava ficando exasperante, então eu calei ele e tomei controle da situação eu mesma. Eu retomei o diálogo com o rei.
"Sua Alteza, quando entrei nesse país, a primeira coisa que eu vi foi uma estranha tabuleta. Era um letreiro desconcertante, cujo propósito era dividir a facção do arroz e a facção do pão, mas conte-me---exatamente para qual propósito isso serve?"
"Facilita para ver em qual lado há mais pessoas."
"Nós colocamos eles lá para descobrirmos qual deles era o mais influente."
Por que a rainha está respondendo também...? Bem, tanto faz. Chamar a atenção dela sobre isso seria trabalhoso demais.
"E qual foi o resultado?" Eu perguntei.
O rei respondeu, "Tem mais pessoas do lado Ocidental."
"Tem mais pessoas de influência no lado Oriental," a rainha adicionou.
"É por isso que eu disse que nós devíamos decidir baseado no maior número de pessoas."
"Não. Nós deveríamos decidir o vencedor baseado no poder financeiro. Obviamente."
"Você não entende nada, nunca entendeu."
"Posso dizer o mesmo de ti."
"....."
"....."
Enquanto os dois encaravam um ao outro novamente, eu subitamente lembrei de algo. Sobre o que eles estavam gritando assim que eu entrei no salão de recepção? Era xadrez e shogi, não era?
Se o argumento é sobre decidir através de uma regra de maioria ou através de poder financeiro, então por que eles estavam falando sobre jogos de tabuleiro?
Sem sequer esperar pela minha resposta, os dois obstinadamente retomaram sua discussão. "Então nós não podemos decidir, afinal. Nesse caso, eu quero escolher o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método para determinar o método de realizar a partida com um jogo de xadrez."
"Não. Shogi."
"....."
"Você não entende. Se nós jogarmos shogi, você terá a vantagem por ser melhor nisso!"
"Você não entende, você sempre ganha no xadrez!"
"...."
Sinto como se eu tivesse acabado de dar uma espiada por trás das cortinas. Só para ter certeza, eu perguntei para o rei e para a rainha, "A propósito, quando essa discussão começou?"
Ambos se viraram para mim e responderam simultaneamente, "Dois anos atrás."
"Ah, entendo. Pois bem, acho que vocês deveriam desistir, porque vocês nunca irão resolver isso," eu disse, e deixei o palácio. Os dois continuaram gritando e não fizeram nenhuma tentativa de me impedir.
Parte 5
Agora eu entendi o motivo dos moradores de ambas as cidades ignorarem completamente as tabuletas. Já fazem dois anos desde que o rei e a rainha disseram que iriam realizar uma competição e unificar o país sob uma cultura ou a outra. O tempo passou sem nada realmente acontecer, e provavelmente nenhum dos cidadãos se importava sobre um monte de tabuleta colocadas lá em prol de uma desavença.
Os letreiros já se tornaram nada mais do que meras decorações.
Olhando por outro ângulo, era um sinal de que a autoridade da coroa havia se tornado obsoleta. Atualmente, ninguém em todo esse país dava a mínima para o que a realeza dizia.
"Ah, senhorita Bruxa. O que achou do nosso país?"
O guarda veio me cumprimentar quando eu voltei do palácio para o portão. Eu passei por ele, e só me virei quando havia colocado meus pés no mundo exterior.
Olhando para a curiosa colisão de culturas, eu disse, "É um bom e pacífico lugar." Embora eu não possa prever o futuro dele.
Talvez o rei e a rainha irão perceber que eles estiveram perdendo o tempo deles e irão voltar a atenção deles em governar. Talvez eles irão continuar estendendo isso, e todo o lugar irá ficar mais e mais estranho. Ou talvez tudo irá continuar como está.
Independente do que acabar acontecendo, não é da minha conta.
"Sim, sim, é um lugar bacana, não é?"
O guarda do portão concordou com satisfação.
Majo no Tabitabi - Felicidade Em Um Jarro (Volume 1: Capítulo 6)
Parte 1
Planícies calmas. O vento soprava ao longo das pastagens que pareciam pintadas em uma fraca cor verde. As flores brilhavam ao receber os raios solares, e balançavam com o vento tal como a superfície da água.
Olhando para cima, uma nuvem tão pequena que parecia que poderia ser tocada com a mão estava casualmente nadando através dos céus.
Junto com tal cenário de prender a respiração, uma Bruxa voava em cima de uma vassoura.
Sua idade era próxima a duas dezenas. Ela estava vestida em um manto preto e um chapéu de três pontas preto, em seu peito havia um broche em formato de estrela. Não há necessidade de dizer quem era ela, certo? ---Isso mesmo, sou eu.
Enquanto eu estava aproveitando o cenário agradável com uma visão que parecia limpar meu coração, eu vi a figura de uma pessoa de pé, sozinha no meio das pastagens. Quando aquela pessoa me viu, ela começou a acenar com a mão.
Não havia sinais de hostilidade. Eu também acenei de volta. Com a maior elegância.
"Eei! Eeeei!"
A pessoa estava saltando e balançando as mãos para fazer sua existência ser notada... Venha, é isso que ela quer dizer?
Eu levemente virei minha vassoura e me dirigi à sua direção.
"Ohhh! Você veio!"
A pessoa de pé ali era um simples garoto. Ele estava segurando um jarro em uma das mãos.
"Olá."
Eu desci da minha vassoura e o cumprimentei.
"Olá. Moça, então você é uma Bruxa. Isso é incrível."
O garoto olhou para o broche no meu peito e deu um grande sorriso.
"O que você está fazendo aqui?"
"Eu estou procurando por felicidade."
"O que isso deveria significar?"
"Procurar por felicidade é exatamente isso que parece ser," disse o garoto. "A propósito, moça, você tem algum tempo livre?"
Ele está me chamando para um encontro? Nãonão, sem chance que é isso.
"Se você está perguntando se eu tenho tempo livre, eu até tenho, mas se você perguntar se eu estou ocupada, eu estou."
"Ah, então você tem tempo livre!"
...
"Por sinal, não tem nenhuma vila ou cidade por aqui?" Se não tiver nenhum lugar onde eu possa ficar, eu terei que dormir nas pastagens.
Não posso dizer se essa opção iria melhorar meu humor.
"Se estiver procurando por uma vila, é logo ali."
No lugar para onde ele estava apontando... Certamente parecia haver algo como uma vila ali.
"Houhou"
"Inclusive, aquela é a minha vila."
"Então você é o líder da vila? Prazer em conhecê-lo. Eu me chamo Elaina. Uma viajante."
"Ah, prazer te conhecer, eu sou Emil---Não é isso! Quero dizer, aquela é a vila onde eu vivo," Emil-san disse com as bochechas inchadas.
"Eu sei. Estava brincando."
Eu sorri.
O mal-humorado Emil-san segurou o jarro com ambas as mãos e ficou em silêncio.
Ao descer minha linha de visão para o jarro, eu vi algo se mover dentro dele. Focando meus olhos para olhar mais de perto, era uma neblina branca. Neblina branca parecia estar flutuando dentro do jarro como um ser vivo.
"O que é isso?" Eu apontei para o jarro.
Talvez ele quisesse que eu perguntasse isso. Emil-san respondeu com orgulho.
"Esse é um jarro que coleta felicidade! Quando pessoas ou animais experienciam felicidade, ela se transforma em poder mágico e se reúne dentro do jarro."
"Oh?..."
Com magia, uma pessoa pode mover coisas, criar fogo ou gelo... E manipulá-la para todo tipo de coisa, então é possível reproduzir a coisa na minha frente. Usá-la para voar com a vassoura, mudar o vento, ou mudar sua aparência para de um rato é chamado de Magia.
Coletar felicidade quando ela é experienciada, o que isso significa é que emoções são convertidas em poder mágico, huh?
Parece ser um pouco interessante.
"Posso abrir e dar uma olhada?"
"Ó-Óbvio que você não pode!"
Ao estender minha mão, Emil-san segurou firmemente o jarro com ambas as mãos e se afastou.
Ele declarou com olhos claramente hostis.
"Isso é algo feito para a pessoa que eu amo, então você não pode tocar nisso, moça!"
"Houhou."
"Vo-você está com raiva?"
"Não, só fiquei impressionada."
Eu lembrei de um livro que eu li há muito tempo.
Era um conto sobre um marido, que pelo bem da esposa que não podia sair de casa por conta de uma doença, vagou mundo a fora, e voltou para casa para mostrar sua esposa os belos cenários que ele viu, recriando eles com Magia. Como aquela história acabou mesmo? É uma história de muito tempo atrás, pelo visto eu esqueci.
"Quem é a garota que você gosta?"
"Hm? É uma serva chamada Nino, que trabalha na minha casa. Seu rosto sempre parece melancólico, então eu quero trazer felicidade para ela."
"É por isso que estou coletando felicidade em um jarro." -- Dizendo isso, ele levantou o jarro e o mostrou.
Sua expressão olhando para o jarro como um amante era a própria felicidade encarnada. Em um nível que se suas emoções fossem reproduzidas com magia, seria capaz de facilmente encher o jarro de felicidade.
Após isso, nós subimos na vassoura e nos dirigimos para a vila. Eu falei sobre como poder mágico funcionava agora há pouco, então nunca pude perguntar, mas ele era um Mago.
Isso me lembra.
O que exatamente Emil-san estava fazendo no meio das pastagens?
"Eu estava testando se eu poderia extrair felicidade das plantas também."
"E como foi?" Eu perguntei ao Emil-san que voava atrás de mim.
"É complicado. Eu consegui reproduzir algo como as emoções das plantas, mas por alguma razão, sua coloração ficou impura, então eu deixei para lá."
"Que pena."
Bem, elas eram plantas afinal, huh. Se você perguntasse se plantas tinham emoções distintas, eu só iria inclinar minha cabeça, me perguntando. Se por um acaso eu descobrisse que elas tinham emoções, haveria uma chance de que eu não iria comer salada daquele momento em diante, então eu prefiro evitar me certificar disso o máximo possível.
"Ah, é ali."
Ele apontou para a vila que apareceu na nossa frente.
Era uma vila minúscula. Tanto que se você caminhasse ao redor das cercas cheias de defeitos que estavam alinhadas ali ao invés de muros, você retornaria ao mesmo lugar em menos de uma hora.
A quantidade de casas era mais ou menos várias dúzias. Casas de aparência similar estavam espalhadas, e como se para fechar as brechas, pequenos campos e poços estavam colocados entre elas.
Bem, é assim que é.
"É uma vila tranquila."
"Não é?"
Descendo da vassoura, nós passamos através de duas árvores que estavam ali, ao invés de um portão, e entramos da na vila.
No fim da rua reta, havia uma bela mansão que era claramente maior se comparada com as outras casas. Eu disse maior, mas era no máximo do tamanho dos hotéis dos outros países.
"Aquela é a casa do líder da vila?"
Quando eu apontei para a mansão, ele assentiu.
"Exato. E também é a minha casa."
"Oh?"
Então dizer que essa vila era do Emil-san não estava necessariamente errado.
"...A reação foi bem fraca, moça."
"Seria melhor se eu estivesse surpresa? Uau, incrível! Você é tão rico!"
"É... tanto faz, deixa quieto..." Emil-san ficou para baixo, como se tivesse recebido um balde de água fria.
"A propósito, Emil-san, quando você dará o jarro para ela?"
Instantaneamente, seu rosto recuperou a animação. Ele é um menino interessante com saltos extremos de emoções.
"Agora! Eu vou dar ele para ela após a refeição de hoje ao meio-dia. Ah, certo, moça, você também deveria vir comer. A comida feita pela Nino-chan é absolutamente deliciosa!"
"Fico agradecida, mas eu já comi faz pouco tempo."
"Então, ao menos experimente um pouco da comida da Nino-chan! Ah, você tem alguma comida que você não gosta? Vou pedi-la para evitar, caso tenha."
Pelo visto terei de comer de qualquer jeito.
No entanto, não tenho motivos para recusar, certo?
"Não tem nada que eu desgoste, mas eu realmente comi agora há pouco, então só um pouco, ok?"
"Deixa comigo! Eu vou te dar uma comida que é absolutamente deliciosa!"
Não, quem vai fazer a comida não é você, mas a Nino-chan, certo?
Parte 2
E assim, eu acabei visitando a casa do líder da vila.
Comparado a sua aparência externa que era bem grande, a parte interna era bem comum.
Na sala de jantar para onde o Emil-san me guiou, havia móveis antigos alinhados. Assim como a situação modesta da vila, o líder da vila não parecia viver em prosperidade. Ou melhor dizendo, a impressão é que eles não conseguiam dar conta de um lugar tão grande.
"Pois bem, vamos nos sentar."
Emil-san puxou uma cadeira e insistiu que eu sentasse, então eu sentei.
"Obrigada--A propósito, onde está a serva?"
"Vai saber? Ela provavelmente virá logo."
"E o líder da vila?"
"Virá logo, eu acho?"
"Qual é a da expressão despreocupada?"
Era em um momento em que Emil-san e eu trocávamos tais palavras.
Eu senti uma presença atrás de mim--Não, para ser precisa, eu só ouvi os sons vindo de trás.
Em todo caso, eu me virei.
"...Ah."
Havia uma garota de pé ali. Assim que nossos olhos se encontraram, seus ombros saltaram, então eu a dei um pequeno aceno com a cabeça, como se ela estivesse com medo de alguma coisa. Era uma atitude bem inocente.
A julgar pelas vestimentas, ela era uma serva. Ela vestia um vestido de avental um pouco grande demais (Roupa de empregada, em outras palavras) para sua estrutura física pequena.
"Olá--Você por um acaso é uma pessoa com origens orientais?"
Ela tinha um charmoso, listo cabelo negro e olhos marrom-escuros. Ela tinha uma aparência similar a aquela Aprendiz de Bruxa-san de origem oriental que eu conheci em algum país uma vez. O cabelo daquela Aprendiz de Bruxa-san era um pouco mais curto, no entanto.
"Ehh? E-Err..."
Perguntar sobre as origens de alguém era falta de educação, no fim das contas, huh---Como se estivesse pedindo por socorro, seu olhar se direcionou para o Emil-san.
"Exatamente. Meu pai pegou a Nino-chan de um país oriental."
"E então a fez trabalhar nessa casa como uma serva."
A garota chamada Nino-chan acenou levemente com a cabeça. "Si-sim... Eu recebi uma grande quantidade de gentileza do líder da vila-sama."
A resposta era tão mecânica que parecia que ela estava lendo um roteiro já preparado.
"Onde está esse líder da vila-sama agora?"
"Ah, erm... Agora, ele está no escritório, trabalhando..." Ela disse enquanto agarrava as bordas do seu vestido. "Uhm, você gostaria de pedir alguma coisa?"
"Nada em especial" eu balancei minha cabeça.
Em todo caso, parecia que eu iria encontrá-lo no jantar, e não havia necessidade de me apressar para encontrá-lo, também.
Após ela terminar de falar comigo, ela olhou para baixo como se tentasse evitar me olhar nos olhos. Pelo visto falar com outras pessoas não é um dos seus pontos fortes.
Entretanto, o garoto apaixonado não estava nem um pouco preocupado com isso. Caminhando como se estivesse saltitante, Emil-san correu para o lado dela e entrou na sua linha de visão.
"Ei, ei, Nino-chan, o que temos para o almoço hoje?"
Suas costas estavam viradas para mim, então eu não podia ver sua expressão, mas provavelmente não era nada tão diferente de um grande sorriso.
"Ah, ho-hoje... Nós temos peixe grelhado como foi exigido do líder da vila-sama."
"Ohh! Ei, se estiver tudo bem, você poderia preparar uma porção para ela também?"
Emil-san apontou para mim, e Nino-san rapidamente olhou na minha direção e acenou de leve com a cabeça.
"Que tal, moça?"
"Sem problemas. Muito obrigada. Mas, eu não estou realmente com fome, então só um pouco será o suficiente."
"...Si-sim."
Tal como Emil-san disse, a expressão da Nino-san era realmente melancólica. A julgar pela sua expressão, era como se nós estivéssemos debochando dela.
"Ah, verdade. Nino-chan, eu tenho um presente para você após essa refeição."
"Eh, pa-para mim...?"
"Sim. Pode esperar ansiosamente."
"Nã-não... Não precisa. Se você der um presente para uma serva como eu... o líder da vila-sama ficará com raiva..."
Sua expressão mudou a um nível que foi além de humildade.
"Relaxaaa, eu vou explicar direitinho para meu pai."
"Mas..."
Se cansando da indecisão da Nino-chan, Emil-san tomou uma ação forçada. "Então, essa é uma ordem minha. Que tal?"
"..."
Seus sentimentos honestos devem ter alcançado ela, sem dúvidas. Nino-chan lentamente acenou com a cabeça dizendo, "Se for uma ordem..." e sorriu levemente.
Olhando para ela, eu senti que ele também sorriu.
Após isso, eu fiquei muito entediada.
Emil-san foi dar uma mãozinha para a Nino-san e me deixou, a convidada, sozinha na sala de jantar. Eu também me dirigi para a cozinha para ajudar, mas ele recusou com um rosto sorridente dizendo "Moça, só espere sentada! Nós dois vamos fazer a comida!"
Não havia ninguém para conversar, nem nada para fazer, só o tempo que passava e passava. Ou seja, foi extremamente improdutivo. Eu não consegui melhorar meu humor. Eu queria ao menos ler um livro. Mas eu não estava carregando nenhum, então nem isso pude fazer.
No fim, eu só fiquei sentada na cadeira e passei o tempo na ociosidade.
Eu esperei vários minutos.
"É incomum termos visitas."
Dizendo isso, um homem gordo sentou do lado oposto de mim. Não dava para chamá-lo de velho, mas também não era novo, e sua idade parecia estar entre os 35 e 40 e poucos. Provavelmente. Talvez.
"Olá. Você por um acaso seria o líder da vila?" Eu perguntei enquanto carregava a certeza de que sim.
"Sou eu mesmo."
Como eu pensei.
"Eu sou amiga do seu filho, Elaina. Uma viajante. Prazer em conhecê-lo."
"Você é bem educada. Eu sou pai do Emil."
Eu sei.
No entanto, ele apareceu em um ótimo momento. Eu tenho tempo livre demais, afinal.
"Há quanto tempo você tem atuado como líder dessa vila?"
"Eu sou líder da vila desde que essa vila foi construída."
"É mesmo?"
"Sim."
"É uma vila amável."
"Sim."
"A propósito, existe alguma coisa de especial nessa vila?"
"Não, nada."
"Nadinha?"
"Nada."
"...É mesmo?"
Eu acho que continuei o papo inútil com o líder da vila após isso, mas, honestamente, eu não lembro de nada do que nós falamos.
Em suma, foi mais ou menos uma conversa legal.
Então, após pouco tempo, Nino-san e Emil-san voltaram carregando a refeição.
Enquanto os dois estavam colocando a mesa, junto com um leve senso de fome, eu me senti inquieta por aquilo que não podia ser visto.
"..."
Eu acho que eu pedi por uma pequena porção de comida, mas...
Parte 3
"Eh? Você mediu direito minha porção pequena?" Para a minha questão, Emil-san respondeu confuso. "Veja, é um pequeno peixe, e a salada é pouca também."
Bem, agora que ele falou, realmente parece ser pouco. Mas eu já ficaria satisfeita se fosse metade disso.
"Uhm... Po-por um acaso eu coloquei demais...? Se você não puder comer tudo, está tudo bem deixar sobras..."
"..."
Eu fui silenciada. Próximo da Nino-san, Emil-san estava com os olhos cerrados como se tentando dizer "não deixe sobrar nada!"
Então, no fim.
Eu comi. Comi tudo sem deixar nenhuma sobra.
Certamente foi uma comida deliciosa, mas eu só aproveitei no começo. E acabei empurrando todo resto no meu estomago. Tinha demais.
"Obrigado pela comida! Estava uma delícia, Nino-chan."
"Mu-muito...obrigada," Nino-san se curvou envergonhada. "Eu vou lavar a louça..."
Então ela se levantou e coletou os pratos e copos. Emil-san também ajudou como se fosse o normal a se fazer.
Nesse caso, eu também vou ajudar---Pensando nisso, eu me levantei, mas fui novamente parada por ele, com um sorriso, dizendo,"Moça, está tudo bem."
Enquanto os dois foram para a cozinha, eu perguntei para o líder da vila "Onde você encontrou a Nino-san?"
Após entornar o resto do copo de água na boca, o líder da vila, "No oriente, eu comprei ela," disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Comprou ela. Ou seja, isso significa: "Ela é uma escrava?"
"Sim. Foi uma questão de alguns anos atrás. Era uma época que minha esposa havia saído de casa, e eu estava com problemas com as tarefas domésticas."
"..."
Havia coisas que eu gostaria de dizer, mas me segurei. Ficando em silêncio, eu o induzi a continuar.
"Naquela época, eu estava a negócios em um país oriental e a encontrei lá. Ela foi um pouco cara, mas ela sabia fazer mais ou menos as tarefas domésticas, e mais ainda, ela tinha um rosto que demonstrava potencial para se tornar uma beldade no futuro. Por isso eu a comprei sem hesitar. Tal como antecipei, ela se tornou uma boa serva."
O líder da vila riu indecentemente.
"Emil-san tem noção disso?"
"Eu deveria ter contado a ele, mas ele não parece que vai se importar muito com ela ser uma escrava."
Emil-san disse que o líder da vila a encontrou, então há a probabilidade de que ele não tem noção dela ser uma escrava.
Mesmo que a Nino-san tenha sido uma garota comprada como uma escrava, eu sinto que se for ele que não é duas caras, ele não iria mudar mesmo com isso.
Nino-san, que voltou da cozinha silenciosamente enquanto nossa conversa estava parada, confirmou que nossos copos estavam vazios e coletou eles um por um. O fato de que ela estava constantemente olhando para baixo enquanto fazia isso significava que ela havia ouvido nossa conversa.
"Nino-chan, onde nós deveríamos colocar o prato grande mesmo?"
"Hii...!"
Ela fez um som ensurdecedor.
Emil-san, que subitamente saiu da cozinha, e Nino-san, colidiram diretamente um com o outro, e os copos que ela segurava caíram.
Fragmentos de vários tamanhos se espalharam debaixo dos seus pés.
"O que você está fazendo?!"
Uma voz raivosa veio do meu lado oposto. O líder da vila rapidamente se levantou e agarrou a gola da Nino-san, ainda perplexa.
"Limpe isso de uma vez! Você não consegue nem isso?! Quando você vai conseguir terminar algum trabalho com perfeição?!"
"E-Eu sinto muito, sinto muito, sinto muito, sinto muito, sinto muito..."
"Pare com isso, pai! Foi minha culpa, não?! Pare de culpar só a Nino-chan!"
"Você fique quieto!"
Recuando seus ombros, Emil-san abaixou a cabeça.
Talvez ele estivesse cansado de gritar, ele soltou ela e apontou o seu queixo enquanto dizia, "Limpe isso!". Com lágrimas nos olhos, Nino-chan acenou com a cabeça repetidas vezes e se curvou para eles e para mim de novo e de novo, "Sinto muito, sinto muito, sinto muito..." enquanto repetia isso como um encantamento.
Para ser honesta, eu não conseguia assistir.
Era extremamente desagradável. Era revoltante.
Eu puxei minha cadeira, me abaixei próxima aos pedaços de vidro, e peguei o meu cajado.
"Se eu consertar os pedaços, não será necessário limpar."
Magia de reversão temporal é conveniente para coisas como curar ferimentos ou reparar coisas. Algo branco como uma névoa tocou nos fragmentos gentilmente e retrocedeu o tempo deles para sua forma original.
Eu dei o copo que havia se tornado o que era antes para a Nino-san. "Tome cuidado para não derrubá-lo daqui em diante, ok?"
A garota em questão tinha uma expressão que dizia que ela não havia entendido o que havia acabado de acontecer.
"Não, minha culpa. Eu acabei te mostrando algo vergonhoso e você até consertou o copo," se metendo na conversa, o líder da vila disse em um tom de voz calmo.
"Ei, você agradeça ela apropriadamente também."
Não, agradecer não é algo para se fazer forçadamente.
"...Desculpa."
Além disso, Nino-san, que havia sido interrompida, silenciosamente disse algo completamente diferente. Não está certo.
"Não é 'Desculpa', é "Obrigado', Nino-san," Eu disse a ela.
Então, Nino-san levantou seu rosto que parecia prestes a se debulhar em lágrimas em qualquer momento e forçou a voz para fora, "Muito, obrigada."
Parte 4
"Eu também consigo usar esse nível de Magia."
Após o líder da vila ir para a sala de leitura, e Nino-san voltar a lavar a louça, o rosto de Emil-san ficou sombrio.
Mesmo que estivesse tudo bem se ele parasse de fingir dureza forçadamente.
"Ah, céus. Desculpa. Fiz algo desnecessário?"
"Não, eu não fui capaz de fazer nada, afinal. Obrigado, moça."
"Disponha."
"Mas, mesmo eu conseguiria fazer isso."
"..."
Era provavelmente humilhante mostrar uma visão tão vergonhoso para a garota que ele ama.
"Você não deveria se preocupar com isso," eu atingi os ombros dele com ambas as mãos. "Por sinal, Nino-san está para baixo agora, certo? Não é o melhor momento para dar a ela o presente?"
"! Moça, seria você genial...?"
"Fufufu. Você pode me elogiar mais um pouco."
Emil-san, que encontrou esperança, teve seu humor facilmente elevado. Que criança simples. É bom ser assim.
Emil-san, segurando o jarro por trás das costas, estava esperando a Nino-san terminar seu trabalho.
"..."
Nino-san, que saiu da cozinha com um rosto sombrio, se assustou com a súbita aparição do Emil-san. Foi uma reação parecida com a de um animal pequeno. Ela sem dúvidas se lembrou do momento que eles colidiram.
Emil-san parou a um passo de distância.
"Nino-chan. Eu disse que eu tinha um presente para você após a refeição, certo?"
"...Si-sim."
Nino-san respondeu hesitantemente.
"Aqui. Esse é o presente."
Emil-san pegou o jarro que ele escondia e o carregou para diante dos olhos dela. Não tendo ideia do que era aquilo, Nino-san encarou a neblina branca se movendo dentro dele com confusão no rosto.
"Esse jarro está preenchido com felicidade."
Emil-san tocou a tampa do jarro.
"Dentro, está lotado de felicidade de várias pessoas que eu encontrei em vários lugares."
"...Felicidade, das pessoas?"
Nino-san inclinou sua cabeça e Emil-san sorriu.
"Você não vai conseguir ver só com um olhar, então olhe atentamente."
Com um som agradável, a tampa saiu.
Do jarro que havia perdido a tampa, neblina branca saltou para fora e alcançou o teto. Então, ao cobrir o teto em branco como uma nuvem, começou a lentamente chover pequenas gotas.
As gotas que pareciam vidro refletiam a luz solar e brilhavam, criando uma ilusão. Esses eram fragmentos da felicidade das pessoas. Os grãos de luz refletiam a felicidade que ele reuniu.
A felicidade de dar a luz. A felicidade de ver uma linda cena. A felicidade de namorados caminhando juntos. A leve felicidade de descobrir flores bonitas. A felicidade que lembra o prazer sentido ao superar as dificuldades. A gentil felicidade sentida quando caindo no sono enquanto lia um livro no dia de folga, enquanto se banhava na luz solar.
"Veja, o mundo lá fora é cheio de tais felicidades,"
Emil-san disse enquanto segurava a mão da Nino-san.
"Por isso, tire esse rosto melancólico. Porque eu vou te fazer feliz."
Nino-san...
Olhando para os grãos de luz com pura admiração, e logo em seguida começando a chorar em silêncio. Ela derramou lágrimas enquanto cobria a boca com a mão para que sua voz não escapasse.
Emil-san, que ria como se não soubesse o que fazer, silenciosamente abraçou ela.
As lágrimas fluindo...
Saltaram e brilharam tal como os fragmentos de felicidade.
Parte 5
"Não teria problema se você quisesse ficar mais algum tempo."
Um par de árvores alinhadas, ao invés de um portão. Emil-san, que apressadamente me escoltou para a saída da vila, se sentiu desolado como um cachorrinho abandonado.
Próximo a ele estava a serva, Nino-san. Já que sua expressão não era boa desde o início, eu não conseguia ver se ela estava triste ou não em ter que se despedir de mim.
Eu balancei minha cabeça.
"Desculpa. Mas, eu não posso ficar muito tempo."
Dizendo isso, eu peguei a vassoura.
"...Venha e fique novamente, ok? Da próxima vez, Nino-chan e eu iremos servir refeições ainda mais deliciosas. Certo?"
"Si-sim... Nós estaremos esperando."
Nino-san se curvou.
"Certo. Eu voltarei--Eu certamente irei, algum dia."
Talvez quando eu terminar a jornada.
Eles balançaram suas mãos enquanto eu me afastava. Emil-san balançava suas mãos em alto astral. Nino-san silenciosamente balançava só a parte acima do cotovelo.
"...?"
Subitamente, meus olhos se encontraram com os da Nino-san.
Eles eram olhos de escuridão profunda. No entanto, não era só a cor escura, mas o tipo de escuro que parecia que essencialmente carregava a escuridão.
Como se estivesse lotado com algum tipo de desespero. Tal como uma pessoa morta.
Eles pareciam diferentes da primeira vez que eu os vi na residência do líder da vila.
...Como era mesmo?
Enquanto me lembrava daquilo, a próxima vila se tornava visível.
Era o fim do livro que eu li tempos trás.
O conto do marido que pelo bem da esposa, que não podia sair de casa devido a uma doença, viajou mundo a fora, e voltou para casa para mostrá-la os belos cenários que ele viu, os reproduzindo com Magia.
Mesmo tendo deixado um memórias ruins após a leitura, por que eu havia esquecido até então?
A esposa, que desejava profundamente os cenários tão sonhados, irresponsavelmente moveu seu corpo que originalmente não poderia ser movido, e morreu muito mais cedo do que ela ainda tinha de tempo de vida---Esse foi o desfecho daquele conto. No fim, "Acreditar que você está fazendo algo por alguém, nem sempre significa que estará fazendo o certo," - Era uma história que tinha uma mensagem do tipo nas entrelinhas.
Quando Nino-san viu o conteúdo do jarro, me pergunto o que ela sentiu.
O que ela decidiu?
Talvez...
"..."
Não, não pode ser. Não tem como, certo?
Me virando, o vento soprava ao longo das pastagens que pareciam pintadas em uma fraca cor verde. As flores brilhavam ao receber os raios solares, e balançavam com o vento tal como a superfície da água.
Era realmente um belo cenário.
Mas eu nunca mais irei visitá-lo.
Afinal, eu iria provavelmente só terminar sentindo nada além de tristeza, mesmo se eu voltar.
Majo no Tabitabi - Durante a Jornada: O Conto de Dois Homens Com Uma Disputa Indecidida (Volume 1: Capítulo 5)
Parte 1
Enquanto eu voava por cima das pastagens gentis com minha vassoura, os sons do vento gentilmente acariciando as flores alcançaram meus ouvidos. A luz solar moderadamente morna e o vento fresco era uma combinação agradável, tanto que eu queria continuar voando nesse lugar.
Vuuuu, vuuuu, o som do vento podia ser ouvido quando eu controlava a vassoura, seguindo o vento, esquerda e direita -- Eu comecei a me divertir só um pouco.
Mas, aproveitar momentos assim sempre os fazem ser facilmente interrompidos. Dessa vez não era exceção, e eu parei após captar algumas vozes no vento.
"Hãaa? Como é que é? Fala mais uma vez seu irmão mais velho de merda."
"Hãaa? Como eu disse, eu sou o melhor, seu irmão mais novo de merda."
Esse precioso e refrescante humor foi arruinado.
Conforme eu virei minha cabeça para confirmar a origem das vozes, eu vi a figura de dois homens que estavam discutindo sobre alguma coisa.
Os dois vestiam roupas coloridas, e pela conversa anterior deles, eles são irmãos.
"Errado, eu sou melhor que você. Eu sou absolutamente melhor."
"Errado, está decidido que eu sou melhor. Porque não existe um irmão mais novo que consiga superar seu irmão mais velho."
"Hahaa! Essa lógica é velha demais. É uma maneira antiquada de se pensar. Com o passar dos anos, apareceram irmãos mais novos que cresceram enquanto testemunharam as dificuldades dos seus irmãos mais velhos. Irmãos mais novos que conseguem evitar dificuldades de antemão são os mais fortes."
"Hahaa! Que tolice. Isso não é papo para os irmãos mais velhos inúteis? Mas eu já sou um ser humano perfeito. Se eu tivesse falhas, só hipoteticamente falando, essas falhas seriam algo de alto nível demais para você conseguir suceder!"
Aqueles dois xingavam por alguma razão e continuavam se encarando enquanto grunhiam coisas como "Aah?" e "Quer tentar a sorte?" um para o outro.
A propósito, o que exatamente é a maneira antiquada de se pensar, eu me pergunto? Ou o que são as falhas de alto nível?
Enquanto eu estava confusa sobre isso, meus olhos se encontraram com os de um dos irmãos (Que era provavelmente o mais velho).
Ele imediatamente declarou em alto tom.
"Nesse caso, nós deveríamos deixar aquela garota julgar qual de nós é o superior!"
O irmão (Provavelmente mais novo) acenou em concordância. "Sem problemas para mim. Bem, quem vai ganhar no fim será eu, de qualquer forma."
Eu tenho um pressentimento muito ruim sobre isso.
"Então, o que vocês dois estão discutindo sobre?"
Eu perguntei aos dois enquanto sentava na pastagem.
Os dois tinham características faciais e cabelos parecidos. A única diferença enter eles era a cor das roupas. O mais velho vestia vermelho, enquanto o mais novo vestia azul.
E então, os irmãos vermelho e azul disseram ao mesmo tempo.
"Truques de mágica!"
"Haa, truques de mágica, é?"
"Truques de mágica!"
"Eu já entendi, então não precisa dizer duas vezes."
"Truq---"
"Ei, você não ouviu o que ela disse? É por isso que pirralhos são..."
"Hãaa? Não fique convencido só porque você nasceu meros três anos antes de mim, irmão de merda."
"Exatamente por você não saber a diferença que três anos fazem que te tornam um pirralho, seu pirralho."
"Mesmo que tenha três anos de diferença, você não consegue nem usar truques de mágica no mesmo nível que eu. E aí?"
"Vocês dois não poderiam ficarem quietos por um momento?"
"Sim"
"Ok"
Eu os fiz calarem a boca. Eles ficaram em silêncio. Ótimo, finalmente ficou silêncio.
No entanto, truques de mágica, hein... Uma vez que eu sou uma Bruxa, eu não tenho nenhuma familiaridade com truques de mágica.
Isso é problemático. Umumu...
Falar com os dois ao mesmo tempo vai ser problemático, então vou falar com um de cada vez. Eu comecei falando com o irmão mais novo.
"Por que truques de mágica?"
"No nosso país, não tenho nenhum mago. Também tem o fato de que é um país pequeno, mas, por alguma razão religiosa, existe toda uma história de banir magia."
"Mhmm"
Eu tenho a sensação de que um conversa séria está para começar.
O irmão mais velho continuou de onde seu irmão mais novo havia parado. "Mas há um instinto que atrai as pessoas para as coisas proibidas, certo? Existem muita gente jovem como nós que admira os magos."
"Então nós dois começamos a pensar. [Eh? Se nós fingirmos ser magos, daria para fazer uma grana, hein?], nós pensamos."
"Após isso, nós atuamos como os 'Ilusionistas que são muito próximos dos magos' no caminho."
Ah, era realmente uma história séria, huh?
Eu cortei a história que os dois estavam orgulhosamente contando juntos.
"E, não apareceu ninguém com raiva?"
Quem respondeu foi o que estava de azul -- Em outras palavras, o irmão mais novo.
"Eles ficaram com raiva, e nós fomos pegos. Mas, não é como se nós usássemos magia. Eles são truques de mágica. Então, não importa quantas vezes nós éramos pegos, nós imediatamente éramos soltos.
"Entendo..."
Isso é como o tratamento de um herói.
E também, eles adicionaram "O governo do nosso país é inútil! Eles são incompetentes!" no fim...
"Mas, isso não faria os truques de mágica acabarem sendo banidos por culpa de vocês?"
Era só uma simples pergunta.
"Ah. Isso aconteceu."
"E, nós fomos exilados. Completamente quebrados."
"Eh? Vocês foram exilados, huh?"
Ambos acenaram com a cabeça. Eles realmente agem igual.
"A decisão de nos exilar foi tomada um mês atrás."
"Após isso, para conseguir ganhar dinheiro, nós acabamos nos tornando artistas viajantes."
"Entendo, entendo."
"Entretanto, antes de nos tornar artistas viajantes, um problema surgiu."
"Nosso time não tinha um nome."
"Nome do time, é?"
"Nós decidimos usar nossos nomes para o nome do time, mas veja, começamos a discutir sobre qual dos nossos nomes deveria vir primeiro."
"Então, nós decidimos que quem fosse o melhor com truques de mágica iria ter o nome usado primeiro."
Entendo, então essa era a história.
"A propósito, qual foi o resultado?"
Onii-san foi o primeiro a responder.
"Atualmente está 0 vitórias, 0 derrotas e 15 empates."
"O resultado não chegou nem perto de ser decidido..."
"É por isso que nós queremos que você decida o vencedor entre nós."
"Eu quero que meus empates terminem hoje."
Os dois se encararam enquanto gritavam coisas como "Tá olhando o que?" e "Haah?"
Oh? Poderia ser que eu tenha uma séria responsabilidade?"
Parte 2
Os truques de mágica desses dois era realmente uma performance maravilhosa.
Eles fizeram coisas como fazer um pássaro surgir do nada, teletransportar moedas, encontrar a carta que eu tirei e por aí vai. Eu fiquei surpresa e empolgada várias e várias vezes.
Truques de mágica são incríveis.
Mas, o problema era que as habilidades desses dois eram tão boas que não dava para diferenciá-los. Claramente, agora entendo o porquê do vencedor não poder ser decidido nesse desafio.
"Como foi? Eu fui ótimo, certo?" - Disse o irmão mais novo, se gabando.
"Não, meus truques de mágica foram bem melhores, certo? É assim sem sombra de dúvidas" - O irmão mais velho também falou exageradamente.
Eu olhei para os dois que continuavam a se encarar ao mesmo tempo, e declarei.
"Parece que temos um empate~"
Só isso.
As habilidades de ambos eram incríveis, então não tinha como eu dizer quem era melhor---É o meu posicionamento nesse caso.
Para ser sincera, seria simplesmente trabalhoso demais elaborar minha opinião.
Vou deixar que alguma outra pessoa defina isso.
Eu estava pronta para o caso deles se enfurecerem com a minha resposta, mas como era de se esperar, por eles já terem tido 15 empates, eles ficaram bem calmos.
"...É mesmo. Bem, fazer o quê. Decidir o nome do time pode ficar para depois."
"Beeeem, meu nome vai ser o que ficará em primeiro, de qualquer forma."
"Como é que é?"
"Como é que é o quê?"
"Dá para parar vocês dois, por favor."
"Ok"
"Certo"
Enquanto eles entravam em silêncio, eu tomei distância.
"Pois bem. Meu papel acaba aqui."
Eu sou uma viajante, afinal. Então eu preciso alcançar o próximo país logo--Dizendo isso, eu fiz um sorriso forçado e comecei a partir.
Mas naquele momento.
"Ah, ei. Espere um minuto."
"Você não vai pagar?"
Eu fui parada por eles.
Eh? Preço?
"Os truques de mágica que nós acabamos de fazer tem um preço, certo?"
Ao me virar, ambos deram de ombro.
"Deve ser um preço bem alto, certo?"
"Ver nossas mágicas de graça não é uma coisa boa, certo? Certo?"
"Certo?"
Para onde foram os dois que estavam discutindo agora há pouco? Agora eles parecem estar em bastante sincronia um com o outro.
Eu tenho um mal pressentimento.
"Espere, ninguém disse nada sobre custar dinheiro..."
"Eu não lembro de ter dito ser de graça, também" o irmão mais novo começou a agir como uma criança.
"Espere um segundo. Vamos confirmar a situação. Vocês me pediram para assistir sua disputa de truques de mágica--Então eu agi como uma juíza dessa disputa. Tudo certo até aqui?"
"Sim. Foi o que aconteceu."
O irmão mais velho acenou com a cabeça. Então, eu continuei.
"Certo? Está certo, né? Nesse caso, esses truques de mágica não eram por negócio, mas sim para decidir sua disputa, não? Deveria mesmo ter a necessidade de pagar?"
"Não diga coisas tão bestas. Nossos truques de mágica são sempre nossas disputas. Certo?"
"Certo?"
...Esses dois.
Eles me enganaram. Eu tinha a sensação de estar sendo enganada desde o começo.
Eles atraem viajantes com suas discussões, então os faz assistirem suas mágicas e pede por dinheiro... Provavelmente eles repetiram esse tipo de teatrinho nas outras 15 vezes também.
Que dupla de sem vergonhas.
"...A propósito, qual é o preço?"
Só estou me certificando. Sem chances que eu foi concordar com as reclamações deles.
"São 4 pratas."
"São 8 pratas no total."
"Ehh. Muito caro."
Uma moeda de prata é o necessário para ficar uma noite em um hotel, em outras palavras, eles estão me pedindo para pagar o dinheiro equivalente a oito dias para eles.
Até parece.
"Você viu os truques de mágica dos melhores artistas viajantes, afinal. Ou melhor, está saindo até barato, não acha?" O irmão mais velho declarou.
Bem, não dá para negar que as habilidades deles com truques de mágica eram bem altas.
"..."
Eu só não quero, mas certamente, as reclamações não estão necessariamente erradas.
Eu, que não concordei, estaria errada, mas é só isso.
...
Eu não quero pagar. Eu não quero pagar dinheiro para uma coisa tão inútil---
Etc...
Eu continuei a pensar sobre tais coisas de novo e de novo.
"Espere um segundo!"
Eu ouvi uma voz, que parecia que estava perguntando sobre alguma coisa.
Quando olhei adiante, havia um gigante de algum tempo atrás de pé ali, como um salvador.
Ohh, que coincidência.
"Ah, olá."
Acenando com a cabeça bruscamente, ele começou a ficar envergonhado.
"Já faz algum tempo, senhorita Bruxa."
"Faz algum tempo, sim, Homem-Músculo."
Era o cara com músculos legais que eu encontrei alguns dias atrás. O Homem-Músculo.
Já que eu nunca ouvi o nome dele quando o encontrei da última vez, eu reflexivamente chamei ele de Homem-Músculo, mas aparentemente ele começou a se empolgar quando ouviu a palavra músculo:
"Fufun, isso mesmo. Eu sou o Homem-Músculo."
Ele estufou o peito.
Uwaa, ele está parecendo um idiota.
Com a súbita aparição desse misterioso Homem-Músculo, os dois trambiqueiros estavam claramente tremendo de medo.
"E-Ei... Quem é esse cara"
"O quê? Poderia ele ser o namorado dela?"
"Errado."
Eu declarei firmemente.
Um cara cujo músculos alcançavam seu cérebro é um pouco demais.
Ele, sem entender o significado por trás do meu comportamento--Ou talvez nem sequer ouvindo o que eu disse--se virou para os dois e disse em claro e alto tom.
"A propósito, vocês dois! Fazer coisas como enganar pessoas para ganhar dinheiro, mesmo se Deus permitir, eu com certeza não irei. Se preparem."
Aquilo se tornou algo que era demais para mim em todos os sentidos da palavra, então eu virei o rosto.
"... Por que você se virou?"
Minhas ações foram notadas.
"Não, não é nada," eu respondi.
"A propósito, por que Homem-Músculo está aqui?"
"Ah. Eu estava no caminho para derrotar o dragão lendário, como o país mais a frente o chama. Então, eu vi sua figura enquanto competia com o vento em uma disputa de corrida---"
"E a sua irmãzinha?"
"Irmãzinha?"
Após um curto silêncio, "Ah, irmãzinha... Irmãzinha, certo. Eu estava pensando em ir procurar por ela após derrotar o dragão lendário. Hahahaha!" - Ele começou a rir de maneira super forçada.
Ele esqueceu completamente dela, huh?
Aparentemente a cabeça dele está lotada apenas de músculos.
"... Como eu deveria dizer, esse cara não tem nada a ver com nosso negócio com ela, não?"
"Sim. Com certeza. D-Deveríamos nós mandarmos o intruso embora?"
Os dois estavam claramente assustados. Bem, se alguém com músculos pulsantes como esse ser aparecesse do nada, seria completamente normal para o corpo sentir medo.
"Calados!"
O Homem-Músculo afirmou sem rodeios.
Hii - Os dois soltaram uma baixa voz, e eu não intencionalmente caí na gargalhada com tanta diversão.
"Extorquir dinheiro de uma garota tão adorável, não é algo bom a se fazer! Eu vou agora mesmo moldar o caráter de vocês na marra! Venham!"
Dizendo isso, o Homem-Músculo segurou ambos pela gola e começou a correr.
"Eh, Que...isso, eu não quero isso! Pare!"
"Tudo menos músculos! Tudo menos músculos!"
"Eu vou ensiná-los as maravilhas do mundo dos músculos! Fuhahahahaha!"
"Não! Solta! Me soltaaa!"
"Uwaaaah! Desculpa! Eu nunca mais vou enganar ninguém!"
"Fuhahahahahahaha! Hahahahahahaha!"
...
Eu, que fui deixada para trás, continuei balançando minha mão para as figuras gritantes deles.
Mesmo após suas formas se tornarem tão pequenas quanto um grão de arroz, as vozes da agonia daqueles dois continuaram ressoando e ressoando através das vastas pastagens.
E eles todos viveram felizes para sempre.
O que irá acontecer com os dois e o Homem-Músculo daqui em diante?
No fim, essa é uma história que não tem nada a ver comigo.
Majo no Tabitabi - Arrecadação (Volume 1 - Capítulo 4)
Parte 1
".....É, isso é bem ruim."
É um país pequeno sem nenhuma particularidade. A razão pela qual eu suspirei não era por causa da paisagem urbana obsoleta. Era por causa do conteúdo desastroso da minha carteira.
Após pagar três moedas de prata para entrar no país, lá havia um encontro solitário de apenas três moedas de cobre e uma de prata.
Além disso, infelizmente, depois de vários anos guardadas lá, você teria problemas para distinguir as moedas de prata das de cobre. Também era difícil dizer se eu conseguiria usá-las ou não.
O valor de uma moeda de cobre, geralmente, era o suficiente para conseguir comprar um pão.
Uma moeda de prata conseguiria te arrumar estadia por uma noite em uma pousada barata, mas se fosse uma moeda de ouro, você poderia conseguir um quarto de primeira classe com decorações.
Falando sobre minhas atuais possibilidades, teria que ser entrar em uma pousada de aparência barata com uma porta barulhenta, comer só pão, e dormir enrolada em um lençol fino enquanto resisto a fome.
Resumindo de maneira simples, eu irei morrer em breve.
".....O que eu devo fazer."
Eu estou tendo problemas em relação ao dinheiro, mas eu preciso gastá-lo. Eu continuei caminhando enquanto segurando meu estômago que roncava.
Das barracas de alimentos alinhadas na rua, as frutas e vegetais estavam brilhando como joias a fim de influenciar a eu esfomeada.
Aah, eu quero comer.....
Eu quero comer---
"Com licença, um pão por favor."
Sem perceber, eu acabei de pé na frente de uma barraca que tinha um rico aroma de trigo flutuando ao redor dela. Os preços não estavam escritos lá.
Uma vovó animada, sentada do lado oposto dos pães olhou para mim e sorriu.
"São três cobres."
Oops, isso foi indelicado. Eu estava errada.
Era uma velha suja que estava extorquindo dinheiro de uma pessoa pobre.
"Eh? Com licença. Parece que eu não ouvi muito bem. Pode repetir mais uma vez por favor?"
"São três cobres."
"Entendo, então três cobres por três pães certo?"
"É por um pão. Você está meio adormecida ou o que?"
Não é você que está meio adormecida ou o que você está falando? Você é idiota? Como você pode cobrar três moedas de cobre por esses pães duros que parecem estarem jogados do lado de fora por algum tempo.
No fim, eu sai daquele lugar sem falar nada e completamente exausta.
Engolindo ar e saliva tudo junto, eu deixei a barraca maligna que me seduziu para trás.
Enquanto eu avançava na rua principal, eu acabei em uma praça.
Um chafariz gigante se esticava em direção ao céu. Era uma visão totalmente comum que você pode ver em qualquer lugar. E no banco do lado do chafariz, havia um casal conversando alegremente não se importando com os olhares ao redor, era realmente uma cena comum.
............
Por alguma razão, eu fiquei irritada e pensei em queimá-los até virarem cinzas, mas descartando esses pensamentos, eu comecei a caminhar em direção ao chafariz.
Então, eu trouxe a água que circulava com ambas as mãos e comecei a beber. Água gelada desceu pela minha garganta e preencheu meu corpo com a umidade que ele já não tinha mais.
"Ei olhe, darling! Aquela Bruxa está bebendo a água do chafariz."
"É verdade, que aparência decadente! Hahahahaha!"
"..........."
Eu carreguei magia na minha mão e silenciosamente balancei o cajado que eu invoquei.
Um momento depois.
Junto com um som plano, o banco foi partido ao meio.
"Kyaa! O que aconteceu com o banco?!"
"Provavelmente ficou com muita inveja do nosso amor ardente! Hahahahaha!"
"..........."
De alguma forma minha raiva também desapareceu por completo.
Meu sentimento de fome sumiu um pouco, então eu guardei meu cajado e comecei a caminhar.
Afinal, eu precisava achar a pousada para ficar a noite.
Parte 2
"Custo da pousada? É três pratas."
"Por três noites? Desculpa, mas eu planejo ficar por uma noite só."
"Não, são três pratas por uma noite."
"..........."
Esse já era o sexto lugar. Eu estava andando por aí na esperança de encontrar um hotel satisfatório, mas por que isso aconteceu? Não importava qual pousada era, o preço era três vezes maior do que o preço padrão do mercado.
Nessa pousada caindo aos pedaços com um buraco na parede e sem banho, o estalajadeiro pediu três pratas por uma noite. Você só pode estar brincando comigo.
Eu inclinei minha cabeça para baixo.
"Não dá para fazer nada sobre isso? Eu só tenho uma prata e três cobres comigo....."
"Não há somente quatro cobres aqui?"
"Ah, essa é uma moeda de prata."
".........É verdade. Está suja demais."
"Não dá para fazer nada sobre isso?"
"Não há nada que possa ser feito." - O tio estalajadeiro suspirou.
"Por favor entenda, Ojou-chan. Isso também é negócio."
"Extorquir dinheiro de uma pessoa pobre é negócio?"
"Negócio normalmente é esse tipo de coisa."
"Funununu......"
Não posso negar.
De certa forma, sinto que é irracional pedir por abrigo nessa pousada.
Eu dirigi minha atenção ao estalajadeiro enquanto coletava minhas moedas uma por uma.
"Eu tenho uma pergunta se você não se importar."
"O que é?"
"Não estão os preços desse país um pouco altos demais? O cenário da cidade também não é nada extraordinário, e não parece ter coisas que façam valer a pena o aumento dos preços."
"Ah......"
"Já que você é uma viajante, você não sabe, huh, Ojou-chan?" - Disse tais palavras o estalajadeiro.
Pelo visto existem circunstâncias no fim das contas.
O estalajadeiro parecia estar preocupado com os arredores, então eu abaixei minha voz.
"O rei insensato que foi coroado recentemente, começou a fabricar grandes quantidades de moedas."
"Fabricar? Você quer dizer fazer moedas falsas circularem no mercado?"
O estalajadeiro assentiu.
"Sim. E com a aparição do dinheiro no mercado, o valor das moedas caiu. Para você que é uma viajante, os preços parecem estar um pouco altos, mas para as pessoas vivendo aqui, os preços são válidos."
"Válido você diz...... Mas, vocês estão usando moedas falsas, certo? As pessoas não seriam punidas por estarem usando elas?"
"Quem circulou o dinheiro falso foi o próprio rei. Sem chances de que nós receberíamos punições."
Entendo.
Acho que eu vi as verdadeiras cores desse país. Eu não sei quais os verdadeiros objetivos do rei eram, mas se ele circulou o dinheiro falso para dar vida ao país, então isso seria digno de um idiota.
Mas não há ninguém que iria se opor ao uso do dinheiro falso no país, huh?
"Para nós, não é realmente importante se as moedas que nós usamos são genuínas ou falsas. Se o dinheiro dentro do país crescer, então estará tudo bem mesmo que os preços subam, e independente se for falso ou não, os cidadãos não irão ter problemas com isso. Os únicos prejudicados serão vocês viajantes."
"........Realmente. Eu acho que as pessoas vindas de fora terão seus corações partidos com esses preços tão altos."
Tal como eu.
O estalajadeiro olhou atrás de mim.
Olhando para trás, havia um outro cliente de pé atrás de mim segurando três moedas de prata nas suas mãos----Parece que ele planeja parar para passar a noite aqui.
Os preços que são três vezes maiores do que o normal, certamente parecem como se fossem preços válidos para as pessoas desse país.
"Nós deveríamos terminar por aqui, Ojou-chan."
"Sim. Muito obrigada pela importante história."
Eu me curvei e saí da pousada.
Parte 3
Eu decidi trabalhar a fim de conseguir renda para os custos da pousada.
Eu voltei todo o caminho até a rua onde eu não consegui comprar o pão. Então eu sentei na calçada por um tempinho. Olhando para as pessoas passando por ali, eles pareciam estar fazendo compras com rostos completamente despreocupados.
A falta de vergonha na cara deles não tinha limites mesmo eles sabendo do dinheiro falso.
"........."
Uma vez que eu sou uma viajante, minha renda irá atingir o fundo do poço cedo ou tarde. Não era trabalho com o objetivo de me estabelecer aqui, mas sim uma coisa essencial a se fazer.
Dito isso, eu já tive problemas com arrecadação muitas vezes até agora. Se o dinheiro acabar, eu não vou ser nem capaz de entrar em um país no fim das contas.
Normalmente, eu salvaria uma pessoa das fraudes de um mercador e ganharia algumas moedas com isso.
Mas, eu comecei a pensar.
Mas, já que para esse país, está tudo bem independente se são moedas verdadeiras ou falsas, então não há nenhuma desvantagem.
Quando eu penso que irei receber três vezes mais também, então assim como as pessoas desse país, eu também não me sentiria nem um pouco mal em usar moedas falsas.
"Ei, você."
Eu chamei o jovem caminhando pela rua com uma expressão azeda.
Seus ombros recuaram e ele olhou para mim, "Eh, eu?"
Eu assenti e acenei para ele.
"Você parece estar com problemas, estou certa?"
"Umm, quem é você?"
"Ah, eu fui tão rude. Eu esqueci de me apresentar. Eu sou uma vidente viajante."
Enquanto eu declarava isso na maior cara de pau, eu levantei meu chapéu e olhei para o jovem de expressão rabugenta.
Ele respondeu sem apagar sua expressão duvidosa.
"Com problemas, você diz... Eu realmente pareço estar tanto assim com problemas?"
"Sim. Para mim, você parece estar atolado de problemas."
"É mesmo....."
"Sim."
Eu assenti exageradamente.
Falando por experiência própria, hesitar no meio da negociação leva a falha. No momento em que eu hesitar----No momento em que eu abaixar a guarda, eles começarão a criar suspeitas sobre mim.
Eu comecei.
"Você mesmo não consegue compreender completamente o que está te causando problemas. ----Por exemplo, poderia ser porque você não tem confiança na sua aparência, ou talvez algo não foi bem no trabalho, ou quem sabe você se sente apreensivo por ser incapaz de conhecer sua pessoa destinada não importa quanto tempo passe----"
".........!"
O rosto dele se contorceu por um mero instante, mas eu não deixei isso passar.
Entendo, então ele está preocupado sobre não ter uma namorada, huh? Entendo.
"Você se sente apreensivo sobre não ter uma namorada-----Estou errada?"
"........Bem. Quem sabe."
Ele disse aquilo para mim enquanto desviava o olhar.
"Eu irei oferecer-lhe uma adivinhação---Sobre o dia que sua pessoa destinada irá aparecer diante dos seus olhos."
Eu invoquei meu cajado e carreguei poder mágico nele.
Poh - Com um som agradável, fogo foi produzido.
".......Aah"
E imediatamente após nascer, ele foi varrido pelo vento e apagou.
Aparentemente o poder mágico era fraco demais.
Infelizmente, eu levantei o cajado que estava soltando fumaça alto demais. Falando sinceramente, eu queria um desenvolvimento onde eu predizia o futuro enquanto olhava para as chamas, mas isso já é impossível.
Após tirar toda a fumaça do cajado com meu sopro, eu o guardei.
"Entendo, consigo ver."
"Eh? Só com isso?"
"Sim. A adivinhação da fumaça de agora é um método de adivinhação onde você olha o formato da fumaça e prevê o futuro."
Embora isso seja uma mentira.
"Nunca ouvi falar."
"Mesmo assim, é assim que funciona. Até porque, essa adivinhação é uma arte secreta que foi passada adiante pela minha família por gerações. Não é possível outras pessoas terem conhecimento dela."
Eu forçadamente encerrei a conversa a fim de impedir que a mentira fosse descoberta, "A propósito, sobre sua pessoa destinada."
"S-Sim. O quê? Quando eu vou encontrar ela?"
"Aparentemente, hoje."
"Eh, hoje? Em outras palavras, isso significa que você é----"
"Hoje a noite, sua pessoa destinada irá aparecer diante dos seus olhos."
Eu sinto como se ele estivesse tentando dizer algo ambíguo, mas é melhor descartar isso como nada mais nada menos que algum absurdo.
Antes que ele terminasse dizendo alguma outra besteira, eu abri minha boca.
"Há uma praça com um chafariz mais a frente, certo? Deveria haver um banco quebrado ali do lado."
Eu peguei algo da minha carteira e comecei a falar enquanto entregava para ele.
"Se você tiver isso em suas mãos e permanecer próximo ao banco, sua pessoa destinada irá aparecer diante de você sem falhas."
Após pegar isso da minha mão, ele ficou confuso.
"......Isso é? Tudo que eu vejo é uma linha normal."
"Isso é tudo menos uma linha normal. Isso é uma linha mágica carregada com meu poder mágico. Ela carrega o poder de atrair o destino."
Obviamente, eu não fiz algo como colocar poder mágico na linha, e para início de conversa, mesmo se eu fizesse, a linha não ganharia o poder de atrair o destino.
Falando nisso, se eu não estiver enganada, essa é a linha que eu peguei perto das barracas.
"Se eu tiver essa linha..... Então, a pessoa destinada....."
"Exatamente. Você com certeza encontrará ela. Pois bem, seria o suficiente se você esperasse até a noite com uma boa aparência. Para assim você não desapontar a pessoa destinada."
De alguma forma, o jovem que estava hesitando começou a segurar a linha com firmeza após algum tempo.
"Eu entendo. Eu esperarei próximo ao banco enquanto uso isso."
Ele tentou partir com um sorriso renovado. Mas, eu apressadamente parei ele.
"Cliente, o preço combinado da linha e da predição é de uma moeda de ouro."
Eu comecei a dizer as palavras mágicas para o jovem carrancudo. "Não se preocupe. Se por um acaso você não conseguir encontrar a pessoa destinada, eu devolverei o dinheiro."
Foi mais ou menos uma hora após o jovem de expressão azeda ir embora.
Uma mulher passou diante dos meus olhos.
Ela era uma mulher comum, com aparência e características comuns. Sua idade era aproximadamente a mesma que a minha. Suas características básicas não eram ruins, mas seus pontos positivos pareciam serem assassinados por seu cabelo despenteado e suas vestimentas que pareciam como se tivessem apenas sido juntadas aleatoriamente do seu guarda-roupas.
Tal como aquela moeda de prata escurecida.
Em todo caso, eu decidi que essa garota será minha próxima cliente.
"Ei, você..... Você está preocupada sobre ser incapaz de encontrar um namorado, certo?"
Eu chamei por ela que estava caminhando pela rua de cabeça baixa.
Os ombros dela recuaram e ela olhou para mim.
"...... E-Eu?"
"Sim. Você."
"Umm, quem é você?"
"Ah, eu fui tão rude. Eu esqueci de me apresentar. Eu sou uma vidente viajante."
Enquanto eu declarava isso na maior cara de pau, eu levantei meu chapéu e olhei para ela.
Enquanto tremia como um herbívoro sob o olhar de um predador, ela me perguntou timidamente.
"C-Como você sabia?"
"Eu compreendi. Eu sou uma vidente, afinal----Eu vi tudo sobre você começando dos seus problemas até sua pessoa destinada."
"A-Até minha pessoa destinada? Isso é verdade?!"
"Sim. Eu vi claramente com esses olhos."
Obviamente, isso é uma mentira.
"Então, quando minha pessoa destinada irá aparecer?"
"Aparentemente, hoje."
"Ho-Hoje?"
Ela que latejava com a palavra "pessoa destinada" também estava muito chocada com um desenvolvimento tão repentino. Mas eu não entrei em pânico. Porque até esse ponto, tudo estava indo de acordo com os meus planos.
"Há uma praça com um chafariz mais a frente, certo? Deveria haver um banco quebrado ali do lado."
Então, com um tom de voz extremamente calmo, eu adicionei.
"Hoje a noite, uma pessoa com uma linha no braço deverá aparecer lá. Ele será sua pessoa destinada."
Parte 4
E o resultado de continuar com tal esplêndido negócio por alguns dias: minha carteira agora está lotada com várias moedas de ouro. Se é esse tanto, então eu posso viver os próximos meses com conforto.
Oh não-não, eu preciso agradecer o rei que fabricou as moedas primeiro.
Graças ao fato dos preços do país serem altos, o consumo de dinheiro só para hospedagem é alto, no entanto por outro lado, há recompensas incomumente altas nos negócios então todo mundo está feliz fazendo isso.
De qualquer forma, o valor do dinheiro nesse país é menor do que nos outros países.
"-----Sim, então, em outras palavras, se você decorar sua loja com essa placa de 『Metade do Preço』 que está carregada com meu poder mágico, o pão vai começar a vender aos montes."
"Sério? Farei isso imediatamente!"
"É mesmo? Ah, o custo da placa e da consulta é 3 moedas de ouro."
"Esse preço por três placas?"
"É por uma placa. Você está meio adormecida ou o que?"
Moedas na minha carteira aumentaram mais uma vez.
Eu forcei uma placa na velha senhora da doceria que veio após ouvir os rumores, e com isso, meu trabalho por hoje está feito.
Alegres sons de estalos foram ouvidos da carteira que ficou completamente cheia.
Muito bem, hora de voltar para aquela pousada velha. Eu levantei e me estiquei levemente, então comecei a coletar minha bagagem.
"Espere, você."
Aconteceu subitamente.
Alguém agarrou o meu ombro por trás----Eu fiquei surpresa e virei minha cabeça.
Havia um soldado de pé ali.
Não, aparentemente soldados.
Aproximadamente dez soldados de aparência similar lentamente se espalharam e me cercaram. Eles possuíam lanças nas mãos e armas nas costas. Era uma situação um pouco fora do comum.
"Você é uma vidente viajante, certo?"
O homem que estava de pé diante dos meus olhos abriu sua boca.
"Não, você está me confundindo com alguém."
"Não adianta mentir. Nós estávamos assistindo suas negociações com os clientes por trás das cenas."
"......."
Suor começou a escorrer pelas minhas bochechas.
Isso é ruim. Isso é ruim, isso é ruim, isso é muito ruim.
O que eu devo fazer. Parece que alguém reclamou do meu charlatanismo----Mas, ainda assim, eu não trapaceei nem nada do tipo. Mas, aah, o que fazer....... Estou cercada então não posso escapar. Eu provavelmente poderia escapar se eu usasse magia, mas eu quero evitar fazer do país inteiro um inimigo.
"Por favor, venha conosco" O homem na minha frente declarou isso indiferentemente, "O rei deseja conhecer você"
Não preciso nem dizer que eu não acreditei no que minhas orelhas ouviram.
Após eu caminhar através de uma rua sem nenhuma característica de destaque cercada por cavaleiros, eu cheguei ao palácio que não tinha nada de especial.
Tirando os preços altos, não havia nada de peculiar nesse país.
Na maior sala do palácio real, um único jovem homem sentava em um trono.
O jovem rei sentado acima das escadas olhei para baixo na minha direção e pronunciou:
"É você a vidente viajante? Você parece ser muito jovem."
"Rei-sama também é muito jovem. Eu pensava que o rei-sama seria mais velho."
Os soldados enviaram olhares frios para minhas palavras. Não, eu realmente não disse aquilo de forma sarcástica. Juro.
O rei olhou para os soldados e disse "É o bastante, vocês todos. Podem se retirar" e mandou eles irem embora com um movimento de mão.
Após os soldados saírem da vasta sala e só nós dois permanecendo nela, o rei começou mais uma vez.
"Há um rumor que suas predições são bem precisas, isso é verdade?"
"Sim, bem----Aqueles que disseram que elas são precisas estão provavelmente certas."
"Essas predições são efetivas só com humanos?"
"? O que você quer dizer?"
"Eu quero saber se elas são efetivas em coisas no geral."
Ele declarou aquilo em um tom completamente calmo---Eu não entendo mesmo o que ele está pensando. Ele acredita nas minhas habilidades? Ou ele tem suspeitas sobre elas? Ou será que ele já conseguiu ver através da minha mentira?
Eu respondi de forma enviesada.
"Que objeto você deseja saber o futuro?"
"O futuro desse país" - O rei respondeu imediatamente.
"Futuro do país....você diz?"
Exatamente - Ele assentiu com uma expressão humilde, naquele ponto eu comecei a pensar.
Prever o futuro desse país não precisa de algo como adivinhação. É uma coisa simples.
Não, para início de conversa, eu não tenho nenhum poder para adivinhação.
"Antes que eu responda essa questão, existe algo que eu desejo pedir para você, rei-sama."
"? O que é?"
Eu comecei dizendo "Por favor, me diga a razão para espalhar moedas falsas nesse país."
Após ouvir aquilo, ele franziu a testa e soltou um suspiro "Isso é um disparate."
"Eh, seriam elas moedas genuínas?"
Eu olhei para as moedas que preenchiam minha carteira.
Se todas essas são moedas reais, então eu sou uma pessoa absurdamente rica agora. Yaay.
"......De fato. O que eu espalhei foram genuínas, verdadeiras moedas-----Não, na verdade não fui eu quem espalhou elas."
"Foi uma atitude feita por instrução de alguém?"
O jovem rei assentiu.
"Foi algo feito pelo homem que é braço-direito do rei anterior. Eu fui coroado recentemente, então eu deixei todas as políticas econômicas para ele. Foi ideia daquela pessoa espalhar as recém-feitas moedas dentro do país para estimular a economia. Bem, no fim das contas não aconteceu como era planejado."
"........"
Eu tenho a sensação de que isso dar certo está fora de questão, no entanto....
"Por causa do dinheiro dentro do país aumentar subitamente, os boatos sobre fabricação de dinheiro falso começou a se espalhar, mas isso é um completo absurdo."
".....Não existe a possibilidade de que esse conselheiro tenha mentido para você?"
"Impossível. Eu secretamente invoquei um especialista para o palácio sem que ele percebesse e fiz o especialista investigar, mas todas as recém-produzidas moedas eram genuínas sem sombra de dúvidas."
É por isso, os rumores dizendo que eu espalhei moedas falsas dentro do país é um disparate---O rei se levantou enquanto dizia isso.
Ele lentamente desceu as escadas e se aproximou de mim.
"Aquele conselheiro verdadeiramente fez bem. Para falar a verdade, eu até acho que ele deveria ter se tornado rei ao invés de mim. -----No entanto, isso não aconteceu por causa do sistema hereditário. Antes de avançar as medidas políticas, ele sempre vinha para o meu lado com conselhos para dar. Se não fosse por ele, eu teria sido tirado do assento do rei há muito tempo."
"......."
Ele ficou de pé diante de mim e fez uma expressão desagradável.
"Mas, eu simplesmente não o entendo mais recentemente-----Eu não acho que as coisas que ele me fez fazer estão conectadas com um futuro próspero. Eu não quero duvidar dele, mas olhando para a situação atual, o estado econômico desse país está grave demais. Embora os rumores sobre moedas falsas aparecendo no mercado não sejam verdadeiros, os viajantes estão cada vez mais distantes por causa dos preços altos. A diplomacia também foi perdida."
Ouvindo seus problemas, havia apenas uma coisa que vinha na minha mente.
Esse jovem rei quer ter paz de espírito.
Olhando o futuro do país, ele quer obter paz de espírito. Se o futuro do país for pacífico. Se o conselheiro não tiver mentido, é claro.
Que pessoa honesta---Não, descrever ele com simples honestidade talvez não seja correto.
"É por isso, eu quero que você me mostre o futuro desse país. Você consegue fazer isso?" Ele declarou.
Minha resposta já estava decidida.
"É possível."
Ele assentiu com brilho nos olhos "É verdade?!"
Após ele forçadamente segurar minha mão, eu recuei minha mão enquanto dava um passo para trás e disse.
"Sim. Eu não digo mentiras."
Isso certamente é algo que alguém que conta mentiras à rodo diria.
"Mas antes de dizer o futuro do país, eu tenho condições."
"O que é."
Eu levantei o dedo indicador.
"Primeiro. Por favor, me permita ficar aqui por um dia. Prever o futuro do país é um trabalho muito difícil. Primeiro é necessário alcançar o país inteiro do palácio real que fica localizado no centro dele."
"Sim. Eu entendo. Eu irei imediatamente fazer as preparações."
O jovem rei fez um grande aceno. Eu levantei o dedo do meio ao lado do indicador.
Passar uma noite é só uma coisa adicional. Pois a coisa que eu irei fazer após isso não precisa de preparações para funcionar direito mesmo que eu tenha acabado de dizer isso para ele.
O que é realmente importante é a outra condição.
"E a segunda----"
Parte 5
Após aquilo, enquanto pensava sobre minha estratégia, eu estive deitada na cama por um tempo em um quarto que o rei-sama me deu. Esperando o momento quando eu precisarei por meu plano em prática.
Quando o sol finalmente desceu abaixo da altura da janela e o lado de fora foi pintado pela escuridão, eu finalmente abri meus olhos.
Parece que a hora chegou.
Eu invoquei meu cajado e atingi minha cabeça com a ponta dele.
"Eii!"
Com um barulho bobo acontecendo, eu me transformei em um pequeno rato.
Eu temporariamente mudei minha forma por aplicar magia em mim mesma. É uma coisa cansativa e eu não queria fazer isso, mas não havia outra escolha.
Assumindo uma forma que é fácil de se mover, eu relembrei a planta do palácio real que o jovem rei me mostrou e avancei em direção ao local desejado.
Se eu for através do corredor, eu posso acabar sendo assassinada por pessoas passando por ali, então eu decidi me mover pelo sótão. Eu avancei bruscamente no sótão que estava tão empoeirado que não podia ser comparado com o interior brilhante do castelo.
E, eu cheguei justamente acima do quarto do conselheiro.
No que eu olhei abaixo pela brecha, eu vi o conselheiro com seus cotovelos apoiados na escrivaninha. Do lado oposto dele estava um único soldado. Ele possuía uma aparência similar aos soldados que me cercaram hoje.
Eu assumi pela atmosfera que eles não estavam tendo um papo amigável.
"Então, como as coisas estão indo, pai?" - Disse o jovem homem.
"Como, você pergunta?" O conselheiro respondeu enquanto coçava sua cabeça "Está certamente indo bem. Logo logo o rei irá cair."
"Logo logo você diz, e quando será isso? Não é o que você vem dizendo já há algum tempo?"
O jovem homem levantou um tom de voz agitado.
Aquela última voz parecia estar perguntando sobre alguma coisa----Mas pensando sobre isso com essa cabeça pequena, só uma pessoa que parece com aquilo me vem em mente.
Talvez, o jovem homem que está tendo uma conversa com o conselheiro é o soldado que agarrou meu ombro durante o dia. Pode ser um mal entendido meu, mas...
"O rei convocou a vidente viajante para o castelo. Certamente, é para prever o futuro do país. Nosso plano pode acabar revelado para o rei."
O conselheiro riu.
"É impossível que o jovem que me adora faria algo assim, certo? Provavelmente ele quer ouvir sobre seu destino no futuro próximo."
"........."
"Mais ainda, as predições contadas por aquela viajante também são suspeitas. Ela pode ser uma pequena canalha que faz dinheiro enganando pessoas."
Kuuh!
".....A vidente é só uma garotinha."
"Eu quero ver a pessoa eu mesmo."
Está certo. Tudo é exatamente dessa forma. Mas eu não sou uma garotinha. Eu sou uma Bruxa, sabia? Uma Bruxa.
Talvez ele estivesse cansado para responder de volta, o jovem homem só suspirou e respondeu "Mantenha a promessa."
"Sim, eu a manterei. É por isso que você deveria também fazer seu trabalho direito. Afinal, suas ações são essenciais no meu plano."
".....Eu entendo."
Dizendo isso, o jovem homem decidiu sair do quarto.
O teto quebrou com um alto e violento som, e a Bruxa de cabelos cinzentos segurando o cajado desceu de lá.
Quem no mundo seria aquela pessoa? Isso mesmo, sou eu.
"....Haa, haa, fuuh...."
Aah, que aparência estranha.
A magia acabou no meio do caminho. Essa situação me é familiar.
Parece que o teto de onde eu estava espiando era muito estreito para o meu corpo caber. Ele quebrou no momento em que eu voltei para a minha forma original.
Ou talvez estava podre por causa da longa idade?
De qualquer forma, sem dúvidas não foi por eu ser pesada.
......Provavelmente.
"Q-Quem é você!"
Enquanto eu me levantava e limpava a poeira agarrada no meu corpo, o conselheiro estava em alerta com um rifle na mão. Ele provavelmente estava escondendo isso de baixo da escrivaninha.
Completamente preparado.
"Prazer em conhecê-lo."
Eu balancei meu cajado.
Em um momento, flores nasceram da arma.
E olha que elas até que eram flores bem adoráveis.
"Você----! I-Isso!"
Por causa das flores que eu criei terem acabado sendo tão bonitas, eu esqueci completamente sobre a outra pessoa atrás de mim.
Mas já que me virar era muito trabalhoso----Eu toquei o chão com o cajado e dei vida aos fragmentos de madeira que estavam espalhados.
Os fragmentos se tornaram cipós.
E os cipós rapidamente foram em direção a eles.
E capturou os dois.
"Você é o conselheiro do rei-sama, certo?"
O homem de meia idade cujo os membros estavam restringidos pelo cipó olhou para mim. Ele direcionou olhos cheios de ódio e perplexidade na minha direção.
"Quem é você!"
"Pai, essa é a vidente viajante!" o jovem homem respondeu por trás.
Eu assenti francamente "É assim que é. Eu sou a vidente viajante."
O conselheiro se contorceu como uma minhoca enquanto era incapaz de se mover.
"....O que você quer comigo."
"Oh, você deveria saber a resposta você mesmo, certo?"
"........."
Silêncio.
Eu me virei. O homem que me trouxe até aqui durante o dia estava me encarando.
"O que você pretende fazer!"
Eu respondi
"Eu pretendo prever um futuro pacífico para esse país."
Parte 6
Após aquilo, aqueles dois foram capturados pelos guardas que vieram após ouvirem o barulho, e foram forçados a revelar tudo na frente do rei.
Pelo que parece pai e filho planejavam tomar posse do país.
E as moedas que foram espalhadas dentro do país acabaram por serem falsas no fim das contas. Aparentemente o tal especialista que disse ao rei que as moedas eram genuínas era um impostor sujo que foi subornado pelo conselheiro.
A fim de distorcer o sistema hereditário, ele propositalmente fez o país cair em crise. Ele confessou ter colocado toda a culpa no jovem rei e planejava derrubar ele. Provavelmente após o conselheiro-san se tornar o rei, ele planejava fazer seu filho suceder ele.
Mas, tudo acabou falhando.
Atualmente, eles estão trancados na prisão, mas eu não sei o que irá acontecer com eles daqui em diante. Não é uma questão que eu deveria me importar.
Então, após o questionamento deles chegar ao fim, eu fui convocada para o trono e recebi a coisa prometida.
"Muito obrigado."
Eu assenti enquanto confirmava o conteúdo. Grande quantidade de moedas de ouro velhas foram para dentro da minha carteira.
Como uma segunda condição para prever o futuro do país, todas as moedas de ouro obtidas foram trocadas pelas moedas velhas. As falsas foram completamente removidas.
"Colete todas as moedas falsas que apareceram dentro do país" O rei desmotivadamente ordenou "As moedas dentro da sua carteira provavelmente são falsas também."
"Como eu pensava."
A promessa de prever o futuro do país ainda não havia sido cumprida. O problema do qual o jovem rei estava preocupado sobre já desapareceu, logo não havia mais necessidade de prever o futuro. Eu me senti aliviada que eu pude parar de contar mentiras.
Embora o futuro do país estivesse pesando na minha mente um pouco, eu sou uma viajante então eu tenho que partir daqui imediatamente.
Que tipo de caminho esse país irá seguir daqui em diante? Essa questão não é algo que alguém conseguiria responder ou prever o seu futuro. O mesmo vale para mim.
"Mas, é lamentável. Em pensar que ele continuava a mentir para mim."
Eu respondi para o depressivo jovem rei "Um mentiroso é alguém que parece despreocupado o tempo todo."