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Top #06 - Protagonistas mulheres em obras de ação/aventura
Eu não sei vocês, mas eu particularmente gosto bastante de obras de ação e/ou aventura protagonizados por uma mulher. Na verdade, na maioria dos gêneros isso acaba sendo um diferencial para mim. E ás vezes é curioso que, mesmo que seja uma obra sem nada de novo para oferecer e com uma personagem principal insossa, ainda assim soa um pouco diferente das demais obras, na minha opinião. Mas é justamente isso, há uma diferença, que é a figura central de uma mulher na história.
A velha noção de que obras de ação são para garotos e obras de romance são para garotas já se perdeu a muito tempo, a maior prova disso é que temos tido inúmeras obras de romance protagonizadas por personagens homens nos últimos 10 anos. Mangás shounens de romance têm se tornado uma certa tendência e light novels com uma pegada similar já vêm sido lançadas aos montes desde meados dos anos 2000. No entanto, quando olhamos para o outro lado, as obras de ação/aventura/outros gêneros protagonizadas por mulheres tem sofrido para se tornar algo comum.
Mas como eu dei a entender na primeira frase desse texto, não é como se não existisse. Recentemente, em live, eu joguei alguns jogos protagonizados por personagens femininas como Child Of Light, Hellblade: Senua's Sacrifice, A Plague Tale: Innocence ou NieR:Automata. Uma das minhas franquias favoritas é a de Metroid, que foi um dos primeiros jogos na história a colocar uma protagonista mulher, ainda que com algumas ressalvas, lá nos anos 80. A própria franquia de Tomb Raider alavancou a Lara Croft como uma das personagens femininas mais memoráveis dos jogos... Ainda que não tivesse muita concorrência na época. Até quando entramos em um tópico mais controverso, como isekai, vemos que uma das obras que conseguiu esse apreço maior, mesmo em meio a tanta desconfiança, foi justamente o que era protagonizado por uma garota, que no caso foi Honzuki no Gekokujou, ou Ascendance of a Bookworm. A obra conseguiu o feito de ser licenciada aqui no Brasil, pela NewPop, sendo ambos o mangá e a light novel.
Algo que eu prezo bastante e que ajuda a quebrar um pouco dessa limitação das obras são os jogos que permitem você criar seu personagem, ou ao menos escolher entre homem ou mulher. A trilogia de Dragon Age é, talvez, o exemplo perfeito do que eu gostaria de dizer nesse post. O primeiro jogo, Dragon Age Origins é um dark fantasy, uma fantasia sombria, no melhor estilo Berserk de ser (Ou não, nunca li Berserk, mas o que já vi e ouvi falar da obra me diz que a comparação é bem válida) e podemos criar uma personagem mulher para ser a protagonista. A história toda se molda ao redor da personagem que você criou, então você realmente consegue experienciar essa jornada da forma que você gostaria. Não à toa das quatro vezes que eu joguei, três foram com personagens femininas (Já nas duas continuações, joguei 4 vezes com 4 personagens femininas). Dragon Age II opta por uma fantasia urbana, se passando a maior parte do tempo em uma cidade e com tramas mais pessoais, seguindo a mesma linha do primeiro na hora de criar seu personagem. Por fim, Dragon Age Inquisition assume a narrativa da fantasia épica, da odisseia, no estilo Senhor dos Anéis.
Querer uma obra de qualquer um desses 3 tipos com uma mulher nos holofotes é uma tarefa complicada, mas graças a jogos como Dragon Age, isso é muito possível. E nisso podemos encontrar diversos jogos que te dão essa opção, como a franquia de Monster Hunter ou o recém-lançado Elden Ring. Tem também os jogos que são mais limitados, te deixando escolher apenas o gênero, ou um personagem fixo, mas que ainda sim te dá a opção e isso já é um bom começo. Eu gostei bastante de 7th Dragon 2020 por conta disso, pois pude escolher uma personagem dentre algumas opções que o jogo te dá e ter essa experiência na minha jogatina. Em Fate/Extra aconteceu o mesmo, exceto que o jogo só te dá a versão masculina ou feminina do mesmo personagem. E aqui mora a grande problemática que me faz ter que escrever um texto desses: Em uma adaptação em anime de Fate/Extra, onde tem que escolher entre os dois, eles obviamente optam pelo protagonista masculino, algo que é o procedimento padrão na maioria dos casos, porque suspostamente é o "certo". É só tomar Genshin Impact como exemplo, onde te dão a opção de escolher entre o Aether (Protagonista masculino) ou a Lumine (Protagonista feminina), mas tudo quanto é material promocional é usado apenas o Aether, ao ponto de fazer quem joga com a Lumine se sentir excluído ou até mesmo "errado" por ter optado por uma personagem principal mulher.
Quando falamos de outros tipos de mídia, poder escolher o protagonista ou criar seu próprio personagem deixa de ser uma opção. No entanto, ao menos no caso da cultura pop japonesa, a gente tem alguns meios de escapar um pouco desse buraco. A exemplo, posso citar o subgênero mahou shoujo, ou garotas mágicas como preferir, que é basicamente centrado em ter uma protagonista mulher, alguns outros conceitos um tanto abstratos e com espaço para apresentar qualquer tipo de história imaginável. Então dá para se ter uma fantasia épica em obras como Magic Knight Rayearth. Dá para se ter fantasias urbanas em obras como Chikyuu Shoujo Arjuna. Dá para se ter fantasias sombrias em obras como Puella Magi Madoka Magica. A franquia de Precure é uma excelente opção para quem quer algo mais leve, mas com ação em todo episódio e uma boa dose de temas relevantes sendo abordados e boas mensagens sendo passadas. São mais de 15 anos dando o protagonismo para as garotas, as colocando com o papel do herói nas histórias, algo até abordado em uma de suas temporadas mais recentes: Hugtto Precure (2018), onde a protagonista nos entrega a frase "Garotas também podem ser heróis!". Pois sim, podem e devem, a variedade é um elemento importante, afinal.
Em Mahou Shoujo Lyrical Nanoha a ação é tão intensa quanto em qualquer battle shounen da vida que vemos sempre por aí, em Shoujo Kakumei Utena a narrativa metafórica e psicológica é tão profunda quanto qualquer seinen desse tipo pode ser, até Kamikaze Kaitou Jeanne que é bem mangá shoujo te entrega uma protagonista memorável e com momentos de glória e de queda, tendo o romance só como uma (grande) parte da narrativa. E claro, não dá para passar por um trecho falando de mahou shoujo sem citar Sailor Moon, uma série que reforçou muito toda a ideia que eu venho comentando aqui nesse post.
O fato é: Ainda precisamos evoluir muito nesse quesito. Obras de esportes femininos é algo que é muito escasso, por exemplo. Mas existem opções, sim, e acho que vale a pena prezá-las. Seja um filme como Kill Bill ou um livro como Alice no País das Maravilhas, seja um jogo como Final Fantasy XIII ou um mangá como Hime-chan no Ribbon, seja um anime como Black Rock Shooter ou uma light novel como Kusuriya no Hitorigoto, o primeiro passo a ser dado por nós consumidores é... Bem, consumir. Não estamos tão bem de representatividade, é evidente, mas ao menos ainda temos algumas opções disponíveis.
Pois bem, para fechar o assunto, vou trazer meu top 5 protagonistas mulheres e convido a todos a fazerem o mesmo. O critério é simples: Ser protagonista de uma obra que não tenha o foco em romance. Não precisa ter ordem específica. Pode ser de qualquer mídia! Então, vamos lá.
Lightning Farron (Final Fantasy XIII)
Apesar de eu sempre ter tido muita vontade de jogar o Final Fantasy XIII, quando eu finalmente pude, tive uma grande surpresa ao entender o quão memorável a Lightning era como personagem. Você cria uma certa expectativa de que ela seja uma personagem badass e intocável, mas descobre que ela é falha como qualquer ser humano, que tem seus conflitos e que não só os resolve, como cresce como pessoa ao longo do primeiro jogo. Chegar ao final da jornada dela é até tocante, de certa forma, pois mostra uma personagem com um desenvolvimento e construção fantásticos.
Reimu Hakurei (Touhou Project)
O pilar central do universo de Touhou, do mundo de Gensokyo, a Reimu é uma personagem de carisma rivalizado apenas pela co-protagonista da obra, Marisa Kirisame, e mesmo após mais de 25 anos de franquia, parece simplesmente impossível cansar de ter a Reimu como a principal figura de Touhou. A sacerdotisa é única em personalidade e postura dentro da obra, criando essa persona de alguém que não parece levar as coisas muito a sério, mas está sempre lá para eliminar os youkais com êxito sempre que causam problemas.
Wakaba Nogi (Nogi Wakaba wa Yuusha de Aru)
Uma coisa que eu gosto bastante de acompanhar é uma personagem que precisa superar seus próprios defeitos para alcançar um objetivo que muitas vezes ela nem sabe que precisa buscar ainda. A Wakaba vai ainda além, passando por uma ascensão de alguém até que egoísta por um desejo cego por vingança até chegar na figura de uma heroína, enfim assumindo a responsabilidade social que ela precisa ter com as pessoas ao redor dela, uma vez que ela é uma das únicas com o poder de trazer conforto para os necessitados.
Utena Tenjou (Shoujo Kakumei Utena)
A Utena é uma personagem que eu adorei mais do que eu previa. Complexa, ela é uma personagem fisicamente muito privilegiada, ao ponto de conseguir combater os duelistas mesmo sem ter a experiência necessária. Porém, psicologicamente ela é inocente e vulnerável, o que é natural para alguém da idade dela, mas que a torna um alvo fácil para gente mal-intencionada. O crescimento dela é espontâneo, ao ponto em que você chega no final do anime com uma sensação de satisfação evidente, vendo o desfecho da jornada de uma baita personagem.
Vivio Takamachi (Mahou Shoujo Lyrical Nanoha ViVid)
Nanoha é minha franquia favorita de todas as mídias, mas apesar da protagonista que dá nome a obra ser uma personagem incrível, é a protagonista de um spin-off que realmente mais me apeteceu. A Vivio é uma menina que passa por um desenvolvimento longevo, que começa em Mahou Shoujo Lyrical Nanoha StrikerS e termina no final do mangá Mahou Shoujo Lyrical Nanoha ViVid, podendo até ser considerada suas participações em ViVid Strike!. Entretanto, é no mangá que ela assume o papel de protagonista e brilha muito nele. É uma garota que tem quedas e quedas, mas está sempre se superando e buscando ir além, obtendo um amadurecimento respeitável e satisfatório.
E bem, acho que é isso. Quis aproveitar a data para levantar essa questão e também trazer diversos títulos que quebram um pouco esse problema social que temos. Mas mais do que isso é que passar de meia-noite não significa parar de falar sobre o tema, por isso o post aqui estará dentro do quadro de tops, para sempre ser encontrado quando entrarem na tag. Espero que se torne cada vez mais comum o protagonismo das mulheres nas obras que não necessariamente são focadas em romance, pois querendo ou não fazer algo de diferente, mesmo que a história ou outros elementos não sejam novidade, já é uma escolha elogiável. Eu, ao menos, considero como um critério positivo a mais quando uma obra tem essa irreverência. Enfim, não deixem de citar aí seus tops pois podem acabar servindo de recomendação pra mim também, independente da mídia. Saraba Da!
NieR: Automata terá uma adaptação em anime para a TV!
A Aniplex anunciou, através de um teaser, durante a live de comemoração de 5 anos de NieR: Automata que o jogo receberá uma adaptação em anime para a TV. Confira o teaser abaixo:
A notícia me pegou de surpresa, mesmo já tendo sido vazada tempos atrás, pois era realmente algo que eu não acreditava muito que poderia acontecer. Mas tá aí, oficialmente confirmado, NieR: Automata vai sim ter uma adaptação em anime. Vejam, faz quase nove meses desde que terminei o jogo pela primeira vez, foi uma experiência fantástica, uma obra realmente marcante. Então, ver um anuncio desses dá aquela sensação de querer ficar empolgado e imaginar o que pode sair daí. No entanto, é justamente por parar para imaginar essa adaptação que se cria o receio do que exatamente vai sair desse projeto. Digo, adaptações de jogos na maioria das vezes saem ruins, da mesma forma que acontece com Visual Novel ou Light Novel. A indústria de animes se limita demais para conseguir adaptar formatos e estruturas diferentes, mesmo pegando uma obra mais simples e direta, há grandes chances de dar errado, no fim das contas.
Agora, quando falamos de NieR: Automata, não falamos de uma obra simples e direta, muito pelo contrário, é uma obra complexa, filosófica e que usa muitos recursos narrativos que foram pensados para o formato de jogo. Eu sinceramente acho um trabalho extremamente árduo fazer uma boa adaptação aqui. Olha, não acho que exista isso de "impossível de adaptar", até porque a palavra "adaptar" existe para isso. Mais quanto mais complexo for o trabalho, mais recursos e talentos serão exigidos para sair algo bom dali. Vai precisar de muito para fazer essa transformação em NieR: Automata para uma animação que vai além de algo puramente comercial ou comemorativo, muita gente que nunca jogou o jogo vai querer assistir ao anime e ele precisa se sustentar com suas próprias pernas. Mas eles irão dar a essa adaptação o que ela precisa para representar bem a obra original? Sendo bem honesto, acho muito pouco provável. Pode acontecer, claro, mas sejamos realistas.
Em todo caso, NieR: Automata se tornou um dos meus jogos favoritos. Agora eu poderei ver uma adaptação dessa história, confesso ficar levemente empolgado imaginando alguns dos momentos mais marcantes em animação. Só me seguro realmente pois a história da indústria está aí para mostrar que mesmo obras populares podem sair desastrosas graças ao caos que é esse meio. Torço muito, muito mesmo para uma ótima adaptação, porque olha... ou esse será um dos melhores animes do ano, independente do ano em que for lançado, ou será um dos maiores fiascos. Uma história ambiciosa dificilmente fica no meio termo, é quase sempre um 8 ou 80. Eu torço pelo 80, já esperando pelo 8 para não me decepcionar, acho que é o ideal. Saraba Da!
[Review] Final Fantasy VII Remake
No dia 16 de dezembro de 2021, a versão para PC de Final Fantasy VII Remake (Originalmente de 2020) foi lançada. Como eu não tenho consoles, estive esperando esse momento para poder jogar essa reimaginação do clássico de 1997. Consegui terminar o jogo em mais ou menos 2 semanas, incluindo a DLC INTERmission e queria aproveitar o ímpeto para comentar um pouco sobre a obra que reconta os eventos das primeiras 5-6 horas do jogo original. Por sinal, eu já publiquei uma análise sobre Final Fantasy VII aqui no blog há alguns anos, caso queira saber a minha visão sobre o jogo. Inclusive, na análise que fiz do jogo original, comentei algumas coisas que acabaram se tornando bem pertinentes agora que pude jogar o remake, como eu ter mencionado que essa parte de Midgar no original é conceitualmente muito interessante, porém, muito pouco explorado (São meras 5-6 horas, afinal). Enfim, deem uma olhada lá, se quiserem!
Em Final Fantasy VII Remake, a primeira parte dessa reimaginação, acompanhamos a jornada de Cloud Strife pela cidade de Midgar e o seu confronto direto contra a gigantesca organização chamada Shinra, que basicamente exerce um comando em toda a cidade. Cloud atua em conjunto com a Avalanche, uma organização que é inimiga direta da Shinra, como um mercenário contratado. Como o jogo se inicia já na primeira missão do Cloud junto da Avalanche, você de cara já tem uma boa experiência de como funciona a jogabilidade do jogo. Basicamente, FFVIIR (Abreviação que irei usar a partir de agora) é um RPG de ação com alguns diferenciais bem legais, como o jogo entrar em câmera lenta na hora que você entra no menu para usar algum item, técnica ou magia, mas também ter a opção de atalho rápido que aumenta bastante o dinamismo das batalhas. O sistema de matérias que também está presente no original é muito versátil, você pode montar seus personagens de diferentes formas, com diferentes estratégias e estilos. O mesmo pode ser dito para as armas, que apesar de serem poucas, tem um sistema de evolução que você pode controlar. Tudo isso faz com que o jogo seja bem divertido de se jogar, ainda que ele seja relativamente fácil durante a maior parte do tempo (Teve umas meia dúzia de batalhas que realmente foram mais desafiadoras, mas no geral, foi bem tranquilo). Mas eu também já havia achado o original bem fácil e não tive problemas com isso, então menciono só para compartilhar minha visão mesmo. No mais, terminar o jogo desbloqueia o nível difícil, e a boa jogabilidade te convida a rejogar em uma dificuldade maior, algo que vale a pena para quem quer ter mais desafios durante o jogo.
Além da jogabilidade, o jogo também está visualmente impressionante. Eu poderia vir aqui comentar sobre alguns aspectos visuais em algumas áreas que não estão tão bem polidos e deixam a desejar, mas eu honestamente não me importo tanto com gráficos impecáveis até por não ter monitor 4K e essas papagaiadas todas (Até porque os personagens estão lindos, e os cenários, em sua maioria, também). O jogo está belíssimo, o que é curioso já que ele se passa em lugares ou muito pobres, como favelas, ou muito sujos, como depósitos de lixo e lugares abandonados. Conceitualmente falando os visuais entregam muito bem a desigualdade desses lugares, o que casa perfeitamente com a temática do jogo em si. Explorar essas áreas geralmente é muito legal, apesar de eu ter achado uma ou outra área muito monótona ou cansativa. Fiz todas as missões secundárias do jogo e recomendo a quem for jogar que dedique esse tempinho extra para fazê-las, pois elas ajudam a enriquecer os ambientes das favelas de Midgar, te mostrando um pouco da vida dos residentes dali, conhecendo histórias e figuras que dão identidade para esses lugares. O jogo se empenha e consegue nos mostrar a realidade de Midgar, que diferente dos antagonistas, que fazem o conflito principal ser muito maniqueísta, essa realidade não é super dramatizada ou mesmo romantizada. A gente vê um cenário bem pé no chão, pessoas felizes, pessoas tristes, pessoas boas, pessoas ruins, todas vivendo e sobrevivendo em um ambiente mais pobre e até esquecido pelos governantes de Midgar, uma vez que são os próprios residentes das favelas que ajudam a comunidade a se sustentar, a ter água limpa, educação ou mesmo empregos. Em algumas situações vemos que pessoas da Avalanche que precisam eliminar monstros nos arredores ou vigiar as favelas, pois os soldados da Shinra estão pouco se lixando.
Eu sempre aprecio muito essas missões secundárias que em nada importam para a história principal do jogo, mas enriquecem a narrativa e a construção de mundo da obra, em FFVIIR até as missões mais bobinhas acabam ganhando um novo sentido devido ao contexto em que elas ocorrem. Como em um momento onde as pessoas de um local estão desesperançosas e uma menina te dá a missão de achar uns discos de música pela cidade para animar o pessoal e a cada disco de música que você encontra e põe para tocar, um dos residentes ali relembra de momentos felizes da sua vida que estão conectados com aquele tipo de música e recuperam o espírito. Ou em outra missão onde as crianças de um setor da cidade tentam ajudar na patrulha porque, mesmo sem entender, sentem que os adultos precisam se dedicar demais para manter o local de pé. E claro, tal como os discos reerguem a força de vontade de alguns figurantes em uma missão secundária, a trilha sonora de FFVIIR faz um papel exemplar em dar emoção ao jogo. Seja na exploração, ou nas batalhas, o jogo tem uma trilha sonora rica e memorável. Eles tentaram variar o máximo possível para não ficar muito repetitivo, e conseguiram na maior parte do tempo, tendo algumas músicas excelentes que eu até achei que apareceram de menos. Ainda no áudio, joguei com a dublagem japonesa que estava muito boa, há uma diferença considerável nos diálogos do jogo em japonês para o jogo em inglês, eu pessoalmente preferi muito mais o japonês por soar mais próximo das personalidades dos personagens e as cenas em si. Os diálogos em inglês são muito mais informais, com mais piadinhas e, mais importante, são muito mais explícitos no que querem passar. Não vejo muito o porque tentar definir um melhor ou pior, mas se você conseguir entender japonês falado e preferir algo mais sútil e interpretativo, como é o meu caso, fica aí a citação.
Tudo isso nos trás aos pontos mais importantes da obra: A história e seus personagens. A cerne da história é um grupo de revolucionários ativistas ambientais (Avalanche) que busca derrubar a grande corporação que controla Midgar e explora abusivamente os recursos naturais do planeta a fim de obter riqueza e desenvolvimento tecnológico (Shinra). Ou seja, a temática é bem fácil de entender. Acontece que, esse conflito possui muitas facetas que são exploradas ao longo do jogo. Os rostos por trás da Shinra são quase todos bem vilões, mas as ações da Shinra fazem a cidade se desenvolver tecnologicamente e trás mais conforto para as classes menos pobres de lá. A questão é: vocês abririam mão de ter coisas mais legais e confortáveis para uso próprio para que o planeta seja menos destruído? Muitos se negariam, e isso é algo questionado no próprio jogo, para o qual Barrett, um veterano da Avalanche, prontamente diz que sim, abriria mão do que fosse preciso, pois essa é a luta dele. Como a Shinra jamais cederia nesse conflito, a Avalanche acaba tendo que tomar medidas mais extremas, como destruir as principais máquinas que sugam a energia do planeta, chamada de Mako e tida basicamente como a vida do planeta em si, o que faz a Shinra denunciá-los como ecoterroristas para a mídia, o que por sua vez causa pânico na população. A Avalanche não passa ilesa nesse conflito, uma vez que a luta pela causa acaba trazendo muita dor e sofrimento para muita gente, pessoas que inclusive não tem nada haver com o grupo. Nesse aspecto, existem os prós e contras de ambos os lados, embora o jogo faça total questão de mostrar quem são os mocinhos e quem são os vilões, algo que no original era um pouco mais ambíguo, mas acredito que a Square Enix preferiu tirar uma parte do peso das ações da Avalanche dos personagens.
FFVIIR é um jogo com uma narrativa muito bem equilibrada. O protagonista, Cloud, é um ex-soldado da Shinra, Barrett é a figura que representa a Avalanche no jogo, a Tifa é uma residente das favelas de Midgar que acaba optando por participar do conflito e a Aerith é, sem dar spoilers, uma figura mais relevante para a história em si. É um núcleo de personagens jogáveis bem diversificado e junto dos vários personagens secundários que se mostram relevantes para a narrativa, temos um cast de personagem elogiável. Caso não tenha lido a análise que escrevi do Final Fantasy VII original, eu menciono que apesar de bom jogo, ele pouco se destaca em algum aspecto, além de ter achado toda essa parte de Midgar curta demais e mal explorada. Esse remake "conserta" esses problemas, tornando Midgar um lugar super explorado e dando uma construção e desenvolvimento dignos para os personagens. Você vê a transformação que os personagens vão passando ao longo do jogo, e você sente eles se aproximando e realmente se tornando amigos ou pessoas de confiança. Você sente o peso dos eventos da história, os momentos dramáticos realmente te impactam. A narrativa do jogo é exemplar, ainda que a história tenha seus problemas, como a ideia dos Murmúrios que acabou sendo usada de maneira forçada em alguns pontos, quebrando a suspensão de descrença e tirando qualquer tensão que teria em algumas cenas. A ideia por si só é bem interessante, ainda mais quando olhamos para um sentido metafórico de que eles estariam te protegendo de um futuro incerto e assustador, mas que nem sempre o certo e seguro é o que você quer para sua vida. Isso vale para todos os personagens, que crescem no decorrer da trama, que vivem as experiências que acontecem com eles e absorvem aquilo como uma lição de vida, consequentemente mudando aos poucos. Embora eles emanem carisma desde 25 anos atrás, pela primeira vez eu me senti conectado a esses personagens icônicos, senti que eles se tornaram personagens mais completos nesse remake, ao ponto de que fico ansioso para ver a(s) próxima(s) partes dessa reimaginação. Na minha opinião, até a presença do Sephiroth foi um dos maiores acertos do remake, uma vez que o lendário antagonista era um personagem muito pouco presente no original, fazendo com o que ele ficasse mal explorado, muito embora boa parte do lore da obra gire em torno dele. Aqui usam dos problemas psicológicos do Cloud para fazer dele uma presença constante e memorável, o que fortalece muito o personagem para as próximas partes.
No fim das contas, um remake precisa buscar ser uma versão melhor de si mesmo, isso é, pegar a base que já existe e melhorar no que for possível sem alterar a essência do original. Nisso, o remake acerta com maestria. Como eu vi outra pessoa comentando, esse remake em relação ao original é como se tivessem pegado uma boa animação de 3 minutos e transformado em um ótimo longa-metragem. Apesar do remake ter estendido as primeiras 5 horas do original em 40 horas, raramente você sente que o jogo está enrolando ou "enchendo linguiça", como a velha expressão diz. E o que tem de novo é, em sua maior parte, excepcional. Isso vale, sobretudo, para o INTERmission, a DLC que veio nessa versão de PC e PS5 (Intergrade) onde você joga com a Yuffie, uma das 9 personagens jogáveis do original. Ela, assim como os outros personagens, também teve um bom desenvolvimento e construção de personagem nas 6 horas que durou, moldando o caráter e perspectiva da personagem para alguém com motivos de sobra para se juntar ao grupo principal. Isso, além de acrescentar algumas informações essenciais para as próximas partes da série, tornam essa DLC crucial para qualquer um que queira jogar as próximas partes de FFVIIR.
Entre momentos épicos, dramáticos, divertidos e aconchegantes, FFVIIR trás uma experiência realmente elogiável. Sendo ambicioso como o original era, ele consegue criar uma grande história que entre muitos altos e poucos baixos, te deixa tanto satisfeito quanto ansioso para o que tem por vir. Embora seja só a primeira parte, o jogo tem um fechamento decente, o que faz dele um jogo bem completo. Valeu a pena esperar tanto para jogá-lo no PC (Talvez seja esperar demais, mas tomara que as próximas partes lancem direto em múltiplas plataformas, ou ao menos tenham contratos mais curtos). Bater na tecla da preservação do meio ambiente era bem necessário em 1997, quando o original lançou, mas hoje em dia está ainda mais necessário. No mais, o remake fez questão de tornar Midgar um lugar muito facilmente visualizável e muito mais importante para a narrativa, esse ambiente rústico fará falta. Final Fantasy VII Remake é um jogo muito bom, que certamente vale a pena jogar tanto para os fãs do original, quanto para quem nunca jogou nenhum Final Fantasy, definitivamente não será a última vez que irei jogá-lo. Saraba Da!
The Witch's House e a força dos pequenos detalhes
Se tem um jogo que eu adoro por motivos diferenciados, esse é The Witch's House. Joguei a primeira versão do jogo há muitos anos e fiquei maravilhado com ele, eventualmente descobri sobre o lançamento de uma novel que é uma prequel para o jogo e também me impressionou bastante. Essa novel acabou ganhando uma adaptação em mangá, que embora não seja tão boa quanto a novel por alguns motivos, ainda foi muito bom de se ler. O jogo de RPG Maker ficou popular o suficiente para que, há alguns anos, o(a) criador(a) de The Witch's House, Fummy, tenha resolvido fazer um remake em uma versão mais moderna do RPG Maker, nascendo assim o The Witch's House MV. Quando eu joguei essa nova versão, em 2018, pude tirar muitos pontos positivos e poucos negativos, mas no geral foi uma experiência muito satisfatória, ao ponto de eu não enxergar muita perda ou ganho em jogar uma ou outra versão. Isso é, com exceção do modo extra, que você desbloqueia após terminar o jogo uma vez, onde, de fato, refazem muita coisa do jogo e incorpora muitas partes da novel prequel sem realmente afetar a narrativa do jogo original ou fazer com que seja desnecessário ler a novel ou o mangá. Recentemente, resolvi rejogar o jogo mais uma vez e isso tanto reforçou meu gosto pela obra que eu resolvi vir escrever este texto.
The Witch's House é um jogo de terror. Ele foi lançado em uma época onde havia uma forte popularidade de jogos de terror feitos no RPG Maker, como Ao Oni, Ib, Mad Father e etc. Esses jogos geralmente são bem criativos, feitos muitas vezes por uma ou poucas pessoas e compensando uma suposta falta de qualidade gráfica e de gameplay por uma história interessante e, muitas vezes, única da sua própria maneira. The Witch's House é uma dessas obras. A premissa é extremamente simples: Você controla a menina Viola, de 13 anos, que se vê presa em uma floresta sem outra opção se não entrar na famigerada casa da bruxa, lá dentro, você precisa encontrar um meio de quebrar a magia que impede ela de voltar para casa e sair de lá com vida. O jogo tem poucos diálogos, a protagonista, Viola, não fala durante todo o jogo, apesar de haver uma ou outra situação onde você pode acenar ou rejeitar algo com a cabeça. O único personagem do jogo que está sempre falando é o Gato Preto, que é onde você salva o jogo. Então, à primeira vista, não há nada muito chamativo no jogo, mas isso só será verdade se você não prestar atenção, ou não se importar, com os detalhes, que é onde o jogo emplaca toda a sua narrativa. Eu genuinamente diria que The Witch's House é um jogo genial, pois tudo que você vê na casa da bruxa é incorporado na narrativa, muitas vezes até entregando algumas coisas da história. Você aprende muito sobre aquele ambiente e a história por trás dele sem precisar ler nada, basta apenas absorver o que a casa te mostra visualmente, isso vai desde os seus residentes, as decorações ou até coisas mais específicas. Dá para entender o essencial sem prestar tanta atenção assim, ainda mais porque muitos detalhes você só nota ao rejogar, mas o nível de profundidade que você consegue tirar é completamente diferente quando você se liga ao que o(a) criador(a) espalhou pelos cenários.
O jogo, acima de tudo, é uma obra de terror e quebra-cabeças, ou seja, existe uma grande quantidade de jumpscares, lugares macabros e muitos puzzles para você resolver, sendo alguns deles bem fáceis e outros um pouco mais complexos. Um aspecto do original que ficou muito mais caprichado no remake é o gore, existem dezenas de formas diferentes de você morrer e todas são bem bizarramente criativas, certas vezes chega até a ter um humor mórbido vendo o quão criativo as mortes podem ser. Nesse remake alguns puzzles ficaram um pouco mais fáceis, outros foram até removidos (Tinha um de matemática no original que era o terror de muita gente, mas infelizmente removeram), mas acredito que dá para se divertir bastante com eles ainda, sobretudo porque no modo extra praticamente todos os puzzles são alterados de uma forma ou de outra. Em todo caso, o jogo é intenso, sempre está acontecendo alguma coisa e geralmente são coisas que te pegam desprevenido. A primeira vez que eu joguei, eu tomei vários sustos, agora, na terceira, mesmo achando que sabia onde estava me metendo, eu acabei me assustando em um momento ou outro. Isso porque certos eventos só acontecem ao cumprir condições mais específicas, onde o jogador provavelmente não vai ativá-los jogando só uma vez.
Você tem um total de 3 finais + 2 jogatinas alternativas para fazer, sendo uma delas o Modo Extra do remake, que muda um bocado de coisas relacionadas a forma que o jogo revela pontos sobre a história, ou seja, mais detalhes ou perspectivas diferentes que enriquecem um pouco o enredo. Eu fiz todas essas 5 opções recentemente e digo que vale a pena fazer 100% do jogo, assim como vale muito a pena pegar a novel para ler após terminar o jogo (E somente após terminar o jogo, importante frisar). Se quiser, pode até rejogar após ler a novel, pois acredito que te dá um gostinho extra explorar a casa da bruxa quando tão bem municiado de informação. A história de The Witch's House tem uma forma muito interessante de se observar, ao ponto de, embora simples, ter até um ar de uma literatura mais densa, talvez até clássica, quando você termina no final verdadeiro. E vejam, isso não é uma coincidência ou um acaso, para minha espantosa surpresa, em uma entrevista na época de lançamento do remake, o(a) criador(a) do jogo comentou que uma das suas grandes inspirações na arte é, nada mais, nada menos que os livros de Paulo Coelho. Ele(a) até comentou que possui uma cópia física de 'O Alquimista' e 'O Demônio e a Srta. Prym", fiquei realmente chocado, porém, contente, que a nossa literatura tenha servido de influência para um(a) autor(a) japonês(a) criar uma obra tão boa. Claro, se assemelhar narrativamente a literatura clássica não faz da obra automaticamente boa, até porque eu acho que o final ficou exposto um pouquinho além do necessário, sinto que ser um pouco menos explicativo tornaria o final mais impactante do que já é. Ainda assim, isso é só minha mera opinião e está muito bom do jeito que está. Convenhamos que nos dias de hoje as pessoas não conseguem prestar muita atenção no que estão consumindo e se perdem muito facilmente quando é levemente mais complexo, o que faz muitos autores terem receios de criar algo mais vago ou até mesmo ambíguo.
No mais, acho The Witch's House um perfeito exemplo de que dá para fazer algo extremamente inteligente usando uma premissa até comum, o que não faltam são histórias sobre mocinhos e mocinhas que ficaram presos em um determinado lugar e precisam fazer o possível para sobreviver de algo sobrenatural ou não. Principalmente porque foi muito bem explorado a interatividade de um jogo, uma vez que qualquer coisa na casa da bruxa pode te matar, fazendo com que interagir com objetos seja um ato totalmente diferente do esperado. Muitas vezes pode não acontecer nada, o que te deixa sempre em uma leve tensão com medo de morrer ou tomar susto. Muitos puzzles são bem sagazes e te fazem pensar para resolvê-los, há algumas sequências de perseguição intensa e uma casa tão cheia de vida, quanto é cheia de morte. Todo aquele ecossistema é memorável, pois todos os cenários são muito distintos uns dos outros, então causa um impacto e expectativa quando você chega em um novo andar. É uma jornada curta, mas certamente não é uma jornada esquecível. The Witch's House é um jogo que me surpreendeu positivamente todas as vezes que eu parei para jogá-lo, que mostra a força de uma narrativa bem feita e criativa, com uma variedade visual significativa e que certamente estará disposto a te dar alguns sustos e te fazer ficar rodando um andar buscando solução para algum quebra-cabeça. Tendo apenas uma ou duas horas de duração e funcionando em qualquer PC, eu definitivamente recomendo a todos que estiverem lendo esse texto a darem uma chance para The Witch's House MV, super vale a pena. Saraba Da!
Top #05 - Jogos de Touhou Feito Por Fãs (Parte 2)
Há dois anos, eu publiquei um top jogos de Touhou feito por fãs (Acesse o post clicando aqui) e já havia deixado claro que era apenas a parte 1. Acontece que a franquia Touhou incentiva muito fortemente a criação indie e tem uma fanbase gigantesca e muito dedicada. Isso acaba resultando em inúmeros jogos indies (E alguns até profissionais) muito legais e que vale a pena jogar até para quem não conhece muito sobre a franquia. São jogos genuinamente bons que utilizam de um universo rico, cheio de personagens carismáticas. No primeiro top eu foquei em alguns dos que eu mais gostava, mas nessa lista tem vários que eu me diverti horrores jogando, então todos os 5 estão super recomendados. Estou escrevendo esse texto agora, pois escreverei um Sou Nan Da sobre a franquia e já recomendarei esses fangames para todo mundo! Sem mais delonga, vamos lá:
Touhou Shoujo Tale of Beautiful Memories
Touhou Shoujo Tale of Beautiful Memories é um RPG de turnos bem legal e charmoso. Apesar dos sprites das personagens serem, uh, complicados, a arte do jogo em si é bem bonitinho e remete aos grandes jogos de Gameboy Advance. Ele é bem, bem divertido de jogar e deve agradar a maioria das pessoas que gostam de um RPG desse estilo, sobretudo se você quiser algo mais relaxante, que é um pouco raro quando se trata de Touhou, já que os jogos costumam ser um pouco difíceis haha. Ele ser extremamente leve o torna acessível a qualquer computador, também! Para os fãs de Mario, ouvi dizer que o jogo foi muito inspirado em Super Mario RPG. É um jogo que eu não posso vir aqui e dizer que é incrível nisso ou naquilo, mas posso facilmente dizer que é viciante e super divertido, muito sólido em tudo o que faz, ou seja, é um joguinho bem completo, apesar da arte incômoda dos sprites. Vale muito a pena! Dá para encontrá-lo na Steam!
Touhou Soccer Moushuuden
Touhou Soccer Moushuuden é tudo o que você não esperaria de um jogo de Touhou: Um jogo de futebol! Mas não é um jogo de futebol comum e sim algo inspirado nos jogos de Captain Tsubasa de Super Nintendo. Basicamente durante as partidas você define a ação da personagem que está na jogada e essas escolhas definem o decorrer da partida. O jogo é divertido e hilário, uma bizarrice com personagens super poderosas usando seus poderes nas partidas com animações propositalmente exageradíssimas. No entanto, é um jogo relativamente difícil, ou talvez eu que seja ruim nesse estilo de jogo, pois sofro jogando ele! Mas é um jogo que vai te ocupar com seus desafios se você se divertir com a sua gameplay, pois de certo irá rir dos exageros narrativos!
Remyadry
Remyadry é um RPG dungeon crawler bem simples, porém, bem feitinho. Dessa lista ele talvez seja o menos interessante, sobretudo por ter uma natureza um pouco espelhada nos jogos mobiles. Isso é, os combates são automatizados, onde você pode escolher a velocidade dos eventos, e há muito gerenciamento de personagens. No entanto, se for o seu estilo de jogo de preferência, dá para se divertir por muitas e muitas horas com o jogo. Eu realmente queria deixar esse trecho aqui um pouco mais longo, mas não tem muito o que falar realmente, como passatempo pode ser uma boa opção. Ele também pode ser encontrado na Steam!
Tempest of the Heavens and Earth
Tempest of the Heavens and Earth é um jogo de plataforma muito divertido que puxa esse estilo bullet hell já natural da franquia nas batalhas contra chefes. Você joga com a personagem Tenshi, que já é uma variável interessante visto que a maioria dos jogos ficam mesmo com as protagonistas, Reimu e Marisa. O jogo é muito bonito e bem feito, ele é bem pensado em um nível surpreendente visto que é um jogo de ação frenética. Ação essa que é muito beneficiada pelas boas animações e gráficos agradáveis do jogo. O jogo normal é desafiador, mas não insanamente difícil, mas há um nível de dificuldade assim que você pode desbloquear depois. É um jogo curtinho, poucas horas apenas no modo história, mas vale muito a pena, podem confiar. Outro que você pode encontrar na Steam!
Mugen Nise Sato - First Disaster
Mugen Nise Sato é um fangame super inspirado no magnífico Valkyrie Profile (Sério, joguem Valkyrie Profile (PS1 ou PSP), obra-prima), ou seja, suas bases já são de altíssima qualidade e isso afeta positivamente o jogo. O estilo de Valkyrie Profile, consequentemente de Mugen Nise Sato, é de um RPG com partes de exploração 2D, algo similar a um jogo de plataforma, e parte as batalhas de turno onde você comanda o ataque de cada uma das personagens do seu grupo com botões diferentes. Por isso, se tiver um controle use-o, deixará a experiência bem mais dinâmica e interessante. Infelizmente, acredito que o jogo não possui uma tradução para o inglês, só tem em japonês. Mas se quiser sentir a experiência de jogar o jogo, valerá a pena! Definitivamente meu apreço imenso por Valkyrie Profile não está influenciando nessa recomendação haha.
Talvez eu faça uma parte 3 futuramente, mas por hora é isso! Todos os 10 jogos citados nesses 2 posts são muito legais e mostra que os fãs podem criar muita coisa incrível para uma franquia quando não estão perdendo tempo brigando com outras pessoas. No mais, são todos jogos que qualquer um pode experienciar, não dependem de conhecimento prévio sobre a franquia para serem bons, mas claro, se for fã tende a funcionar ainda melhor. Então, partiu explorar mais sobre Touhou? Saraba Da!















